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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Último - Dia do Pescador


"O Dia do Pescador, 31 de maio, é uma das datas com mais significado para a comunidade sesimbrense. Este ano, a Câmara Municipal volta a assinalar este dia com um conjunto de iniciativas que pretende reconhecer a coragem e o valor dos homens do mar"*

"Dia entre pescadores.
Eles a pescarem sardinha para a fome orgânica do corpo,
e eu a pescar imagens para uma necessidade igual do espírito.
Tisnados de saúde, os homens olham-me; e eu,
amarelo de doença, olho-os também.
Certamente que se julgam mais justificados do que eu,
e que o mundo inteiro lhes dá razão.
Mas da mesma maneira que eles, sem que ninguém
lhes peça sardinha, se metem às ondas, também eu,
sem que ninguém me peça poesia, me lanço a este
mar da criação.
Há uma coisa que nenhuma ideologia pode tirar aos
artistas verdadeiros: é a sua consciência de que são tão
fundamentais à vida como o pão.
Podem acusá-los de servirem esta ou aquela classe.
Pura calúnia.
É o mesmo que dizer que uma flor serve a princesa
que a cheira.
O mundo não pode viver sem flores, e por isso elas
nascem e desabrocham.
Se olhos menos avisados passam por elas e as não podem ver,
a traição não é delas, mas dos olhos, ou de quem os mantém cegos e incultos."


Miguel Torga, in "Diário (1943)"

Imagem retirada da Internet.
"Série “Lugares da Memória”. Sesimbra. Décadas de 40/50."
https://arturpastor.tumblr.com/post/622100099200417793/s%C3%A9rie-lugares-da-mem%C3%B3ria-sesimbra-d%C3%A9cadas-de
*https://www.sesimbra.pt/pages/1077?news_id=6619

sábado, 30 de novembro de 2019

Últimos - Fantasias


"Reality is for people that lack imagination."
Hayao Miyazaki


Esta frase e esta fotografia despertaram em mim uma memória, de um texto sobre umas crianças que brincavam na rua, inebriadas de felicidade pelas fantasias que criavam, de mundos imaginados, vivendo num sonho que apenas a inocência permite… lembramo-nos das nossas vidas sonhadas… viajamos em mundos paralelos acordados pela vontade sôfrega de viver e somos imensamente felizes com um nada que é tudo… desvendamos por momentos a riqueza da simplicidade…
Que livro seria?

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Último - Encontros



Um encontro fugaz, sombreado por uma renda de folhagens, que animam a parede branca [imaginamos]…
Quem seriam? Que segredos partilhavam?
Uma intimidade captada pelos gestos, pelas posturas, quase que sentimos a doçura da partilha.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Último - Semelhanças

Olhão, Portugal, num registo de Artur Pastor, na década de 40.



Lembra-me as ruas de Yazd, no Irão... é verdade que não senti uma verticalidade tão imponente, mas vi o céu através das arcadas que pareciam segurar os muros das estreitas ruelas...
Fui reler a publicação*.... estranhas coincidências, de influências culturais, que me levam ao mesmo sentir.
Apercebo-me que vejo semelhanças, em últimos que dão origem a logos...
[28-05-2018]

*https://entrepreambulos.blogspot.pt/2018/03/yazd-irao-182.html

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Último - Vaidades.

Fotografia de meados do século XX registada por Artur Pastor, na cidade do Porto.
Que fotografia magnífica, parece que conseguimos sentir a humidade exalada pelo granito que reveste as ruas e paredes das exíguas habitações para o número desmesurado de famílias que habitavam em cada quarto.
As roupas penduradas secando ao sol partilhado, com as plantas que subsistem.
Serenamente uma mulher sobe a ingreme rua, sem perder a vaidade, presente em cada um dos seus gestos; e o prato segura-se, equilibrando a postura da sua silhueta.

Ficam a faltar os cheiros das ruelas estreitas cujo sol mal penetra e as vozes que entoam, ecoando para que todos ouçam aquilo que se diz.
E as janelas face a face, impedindo a privacidade...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Logos - Mar Nosso

Dia Nacional do Mar
Um logos que celebra a importância do território marítimo para a população portuguesa.
Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen [1919-2004]:

Fundo do Mar

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Apúlia, anos 50-60.

Póvoa de Varzim, anos 50/60.



Póvoa de Varzim, anos 50/60.


Póvoa de Varzim, anos 50/60.


Póvoa de Varzim, anos 50/60.

Póvoa de Varzim, anos 50/60.

Póvoa de Varzim, anos 50/60.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Série da Exposição "Olhão pela Objetiva de Artur Pastor" - Bairro da Barreta, 1943-1946.
  Série da Exposição "Olhão pela Objetiva de Artur Pastor" - Bairro da Barreta, 1943-1946.
 Série da Exposição "Olhão pela Objetiva de Artur Pastor" - Bairro da Barreta, 1943-1946.

Série a Condição Humana em Artur Pastor, Nazaré, 1950.
  Nazaré, 1953-1956.
 Nazaré, 1953-1956.
 Apúlia, anos 50.
 Tavira, 1943-1946.

Póvoa de Varzim, anos 50/60.

Série a Condição Humana em Artur Pastor, Nazaré, 1950.
 Série a Condição Humana em Artur Pastor, Setúbal, 1940.



Fica assim registado o Dia Nacional do Mar, com o pretexto de partilhar mais algumas fotografias da autoria de Artur Pastor.
A maioria das Fotografias são das décadas de 50/60 do século XX e fazem parte da Série da exposição "Mar Nosso. Fotografias de Artur Pastor."
Fonte:
http://arturpastor.tumblr.com/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Último - Água

Algures no sul de Portugal, uma fotografia de meados do século XX de Artur Pastor [1922-1999].

Explorar os seus registos, levam-nos numa viagem que percorre as vidas, as tradições, os hábitos, os costumes e os seus cenários ricos em exemplos de arquitetura vernacular num retrato expressivo e carismático do país.

Como Portugal mudou em pouco mais de meio século...


Fonte:
http://arturpastor.tumblr.com/