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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Adormecer do Sol

O sol encontrou a foz do rio Douro e despediu-se tornando-o ainda mais dourado, reluzindo e obscurecendo as memórias do passado.
Amanhã voltarás para um novo dia…


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Laos (79)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos  



ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ປາກແບ່ງ
Pak Beng

De volta ao rio lamacento que me recorda o meu rio, quando era livre e os barcos tentavam desbravar as suas águas teimosas.

"Cabedelo, pode ler-se em O Tripeiro, Série VII, Ano XVIII, a razão da sua formação, escrita pelo diplomata Barão Jean François de Bourgoing, em 1801: “Quando a fusão das neves começa, o rio engrossa consideravelmente e transporta uma grande quantidade de areia que as diferentes torrentes arrastam, vindas dos flancos das montanhas. Como os rochedos sustêm a corrente do rio, a água não tem já mais força para levar as areias mais longe. Amontoam-se em volta destes rochedos e formam aí uma barra que cada ano aumenta e se torna cada vez mais perigosa. A Associação do Comércio inglês tinha-se proposto destruir estes rochedos, limpar esta passagem e torna-la, enfim, praticável. Todavia, os portugueses responderam que jamais se arriscariam a destruir a melhor defesa do seu porto contra os ataques dos mouros. Em vão se lhes mostrou que a foz sendo estreita, defenderia a cidade de todo o insulto. Obstinaram-se em dizer que preferiam a segurança dos seus lares ao engodo de um ganho mais considerável que se poderiam tornar a causa de sua ruína”."

Fonte:
http://portoarc.blogspot.com/search/label/Rio%20Douro

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Adormecer do Sol



Momentos inesperados que têm a doçura de um sonho.
"Ferme les yeux est tombe amoureux et reste dans cet état." Rumi
Fechamos os olhos para criar uma memória, para guardar connosco aquele momento, aquele instante…
O céu reflete-se no rio, agora sereno, de volta ao seu curso definido por cintas que ora o seguram ora o definem.
A cidade pendura-se sobre o rio parecendo procurar o seu reflexo, vendo-se no outro…
Às vezes encontram-se, em dias de inverno… e tocam-se com a bravura de um suspiro.

[26-12-2019]

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Último - Ponte D. Maria Pia

Logos - Vox Populi.

Um último que sabe a logos, como não podia deixar de ser. (O discurso vai-se tornando cada vez mais adaptado à oralidade, será talvez por causa da sua temática? Um pensamento que se desenrola entre devaneios dispersos, perdidos de sentidos e de lógicas aparentemente racionais ou facilmente percetíveis)

Uma caricatura do "Zé Povinho" que enfatiza o preço da construção desta ponte, que surgiu na necessidade da criação de uma ligação ferroviária entre o norte e o sul.

Afinal enalteço a ponte esquecida ou as caricaturas que exprimiram as angústias de um povo silencioso... talvez adormecido, tendo sempre presente um sentimento de repressão, de dúvida que o cala.

Será que ainda pensamos? Ou estamos adormecidos, alienados por futilidades que nos entorpecem o espírito de justiça social e do dever cívico.

Uma obra que levou 36 anos a pagar, entre tantas outras... qual terá sido o verdadeiro valor a pagar pela população?
E o pilar da miséria persiste, camuflado por devaneios, por números que iludem, vazios de sentido.

Um fantasma metálico, que com a sua presença durante mais de um século, definiu e ainda hoje define o lugar. O Rio e as suas margens não seriam as mesmas sem a estrutura concebida por Eiffel.

Basta pensar que a torre Eiffel [Paris] era apenas uma estrutura temporária para a exposição universal de 1889, com os dias contados, com uma função/utilidade dúbia.
Será a ponte D. Maria Pia, a nossa torre Eiffel, qual a sua função?
A ponte poderia adquirir outro estatuto?
Continuando a ser ponte de ligação?
Acolhendo um sector distinto?
Regressar ao tempo dos passeios das Virtudes e das Fontainhas, resgatando-os e prolongando-os num anel de circulação pedonal, que ligaria as duas margens, requalificando a malha urbana das duas cidades, ora amigas, ora inimigas...

Continua...


[27.11.2017]
Apenas há três dias, quando a imagem que idealizei para esta publicação não  surgiu, e esta caricatura teimava em aparecer; e assim dei voz a este devaneio e o seu conteúdo tomou um novo rumo.
Relembro o mote que deu origem a estes "últimos" e a teimosia de não querer dizer adeus.

sábado, 30 de setembro de 2017

Logos - Pontes da Memória

Um Logos que se tornou num Último.

Quando esquecemos os elementos guardados pelos cinco sentidos... será que esquecemos realmente?
Serão essas as pontes que separam as memórias... do esquecimento.
Procuramos respostas, mas o presente torna-se rapidamente em passado...

FOTO PONTE DESAPARECIDA
A necessidade de proximidade pede uma ponte com uma escala maior. Quando é que ela será construída?

Uma fotografia de uma ponte desaparecida... insistimos, reconstruimos novas pontes, ligamos novamente as duas margens, afinal o rio que as separa, une-as de volta. Nunca desistimos, criamos barcos, contruímos pontes e conectamo-nos novamente com o mundo.
A esperança permanece viva e as sensações são renovadas. [Até quando?]

[29-05-2017]
Imagem recolhida da Internet.
Ponte Pênsil e Ponte D. Luís.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Último - Rio Douro

Um ciclo termina e um Último surge assinalando a data... Relembro-me constantemente do motivo que me levou a criar esta rubrica, numa necessidade que se confunde incerta pela importância dada ao final sempre sofrido. As memórias permanecem vivas... mas o toque perdeu-se, numa inconstância permanente de incertezas.

Para o final deste mês, uma imagem descoberta há pouco tempo, numa viagem que nos leva até à década dos anos 20 do século XIX.
O rio Douro "navegável", o estaleiro na margem da cidade de Vila Nova de Gaia, ruínas hoje reconstruídas... Vários elementos que reconhecemos fazem-nos acreditar em constantes nesta vida feita de variáveis.
As águas correm sempre na mesma direção... apenas preciso de a desvendar. Quando chegar à foz descobrirei.
[29-05-2017  00:50]