A última visita na Índia do Sul, levou-me a Belur [ಬೇಲೂರು] para visitar mais um monumento da dinastia dos Hoysola, datando de 1117.
O templo Chennakeshava.
[ಶ್ರೀ ಚೆನ್ನಕೇಶವ ದೇವಸ್ಥಾನ]
A rua principal da cidade é assinalada com a construção desta gopura no século XVI pela dinastia Vijayanagar, na entrada do templo construído quatro séculos antes.
Este templo foi erguido para comemorar a vitória sobre a dinastia Chola [IX a XIII].
O interior vestia-se de preto, nas profundezas desta cor provocada pela ausência de luz, nos tectos, nas colunas, nas paredes, em todas as superficies distinguiam-se detalhes e formas minuciosas revelando a destreza dos escultores, do século XII.
Tão cedo não esquecerei estas colunas.
A planta do santuário em forma de estrela localiza-se no centro do pátio e do complexo.
Que venha a próxima!
P.S. Sobre a dinastia Chola:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/07/darasuram-india.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/07/thanjavur-india.html
" Depois de vagabundear incerto algum tempo por outros países, esqueço-me de quem sou, quase (...) O meio que nos envolve é também um pouco de nós, seguramente." (Mário de Sá-Carneiro; A Grande Sombra)
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quinta-feira, 28 de julho de 2016
terça-feira, 26 de julho de 2016
Halebid, Índia.
[ಹಳೆಬೀಡು]
Anteriormente apelidada de Dorasamudra, esta cidade foi a antiga capital da dinastia Hoysola, durante os séculos XII e XIII.
O templo Hoysaleshvara [ಹೊಯ್ಸಳೇಶ್ವರ ದೇವಸ್ಥಾನ], nunca terminado, mandado erguer pelo rei Vishnuvardhana, em 1121.
O complexo é composto por dois santuários idênticos unidos por um mesmo salão.
Este templo faz lembrar o templo Keshava, em Somnthpur, de 1268. [A semelhança deve-se à dinastia Hoysola que mandou erguer estes dois templos.]
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/07/somnthpur-mysore-india.html
O pavilhão de Nandi, o touro sagrado montado por Shiva.
Mais uma representação de Nandi.
Atentamente descobrimos inúmeras lendas e histórias esculpidas nas paredes destes templos.
Não foi fantástica esta viagem ao inicio do século XI... Quantos detalhes, quantos pormenores que enriquecem a cultura deste povo.
Anteriormente apelidada de Dorasamudra, esta cidade foi a antiga capital da dinastia Hoysola, durante os séculos XII e XIII.
O templo Hoysaleshvara [ಹೊಯ್ಸಳೇಶ್ವರ ದೇವಸ್ಥಾನ], nunca terminado, mandado erguer pelo rei Vishnuvardhana, em 1121.
O complexo é composto por dois santuários idênticos unidos por um mesmo salão.
Este templo faz lembrar o templo Keshava, em Somnthpur, de 1268. [A semelhança deve-se à dinastia Hoysola que mandou erguer estes dois templos.]
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/07/somnthpur-mysore-india.html
O pavilhão de Nandi, o touro sagrado montado por Shiva.
Mais uma representação de Nandi.
Atentamente descobrimos inúmeras lendas e histórias esculpidas nas paredes destes templos.
Não foi fantástica esta viagem ao inicio do século XI... Quantos detalhes, quantos pormenores que enriquecem a cultura deste povo.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Somnthpur, Mysore, Índia.
No distrito de Mysore, na pequena vila de Somnathpur, visitamos o templo Keshava construído em 1268.
ಶ್ರೀ ಚೆನ್ನಕೇಶವ ದೇವಸ್ಥಾನ
Este templo foi [supõe-se] pensado pelo escultor e arquitecto Janakacharya, a pedido do general Somnatha, durante o reinado de Narasimba III.
A entrada localiza-se no alçado este.
Na sua laje foram registadas as doações do general Somnatha.
Este templo apresenta-se com um exemplo notável da arquitectura Hoysola [Dinastia Hoysola - séculos XII a XIII]. Num pátio rectangular foram erguidos três santuários sobre um plinto, em degrau, cujos contornos anunciam a forma da planta em estrela.
[Na entrada do templo são percetíveis alguns restauros manhosos...]
Junto aos degraus de acesso ao templo, dois santuários miniatura.
As torres dividem-se em camadas sobrepostas, sobre os santuários de proporções "perfeitas" com uma planta em forma de estrela.
A sua arquitectura terá influencias do norte da Índia, as shikharas e do sul da Índia, as mandapas com colunas. [Às vezes tenho vontade de aceitar e de respeitar o novo acordo ortográfico, outras nem tanto...]
Repara no detalhe, não é surpreendente.
E no interior voltamos a ser surpreendidos.
As mandapas são suportadas por estes pilares maciços e robustos.
No santuário a sul, encontramos uma representação de Krishna a tocar flauta, à escala real (1:1).
Botões de lotus esculpidos nos tectos.
Quantos pormenores, quantas histórias, quantos mitos, aqui representados com uma minucia surpreendente. [Quantas vezes usei esta palavra?]
Os padrões florais, que se repetem ao longo dos socos do templo, são inspirados nas hastes e nas folhas de lótus.
Para finalizar não podia faltar uma vista aérea do templo e da vila. (Bing Map)
Implantação da vila junto a um rio. Agora repara como a sua organização gera um quadrado.
Distinguimos duas áreas distintas em torno do templo, uma área arborizada e uma área construída.
P.S. Alguém sabe que pedra foi utilizada nesta construção?
Se continuares curioso sobre este templo:
https://en.wikipedia.org/wiki/Chennakesava_Temple,_Somanathapura
ಶ್ರೀ ಚೆನ್ನಕೇಶವ ದೇವಸ್ಥಾನ
Este templo foi [supõe-se] pensado pelo escultor e arquitecto Janakacharya, a pedido do general Somnatha, durante o reinado de Narasimba III.
A entrada localiza-se no alçado este.
Na sua laje foram registadas as doações do general Somnatha.
Este templo apresenta-se com um exemplo notável da arquitectura Hoysola [Dinastia Hoysola - séculos XII a XIII]. Num pátio rectangular foram erguidos três santuários sobre um plinto, em degrau, cujos contornos anunciam a forma da planta em estrela.
[Na entrada do templo são percetíveis alguns restauros manhosos...]
Junto aos degraus de acesso ao templo, dois santuários miniatura.
As torres dividem-se em camadas sobrepostas, sobre os santuários de proporções "perfeitas" com uma planta em forma de estrela.
A sua arquitectura terá influencias do norte da Índia, as shikharas e do sul da Índia, as mandapas com colunas. [Às vezes tenho vontade de aceitar e de respeitar o novo acordo ortográfico, outras nem tanto...]
Repara no detalhe, não é surpreendente.
Este foi o último templo construído pela dinastia Hoysola.E no interior voltamos a ser surpreendidos.
As mandapas são suportadas por estes pilares maciços e robustos.
No santuário a sul, encontramos uma representação de Krishna a tocar flauta, à escala real (1:1).
Botões de lotus esculpidos nos tectos.
Quantos pormenores, quantas histórias, quantos mitos, aqui representados com uma minucia surpreendente. [Quantas vezes usei esta palavra?]
Os padrões florais, que se repetem ao longo dos socos do templo, são inspirados nas hastes e nas folhas de lótus.
Para finalizar não podia faltar uma vista aérea do templo e da vila. (Bing Map)
Implantação da vila junto a um rio. Agora repara como a sua organização gera um quadrado.
Distinguimos duas áreas distintas em torno do templo, uma área arborizada e uma área construída.
P.S. Alguém sabe que pedra foi utilizada nesta construção?
Se continuares curioso sobre este templo:
https://en.wikipedia.org/wiki/Chennakesava_Temple,_Somanathapura
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