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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Indiferença

Indiferentes à Riqueza do País e ao conceito abstrato, para tantos, do PIB… 

"Se o dinheiro é o vínculo que me liga à vida humana, vinculando a sociedade a mim, conectando-me com a natureza e o homem, não é o dinheiro o laço de todos os laços? Não pode dissolver e ligar todos os laços? Não é, portanto, também o agente universal da separação?" Karl Marx

Indiferentes ao conceito de sociedade igualitária…
Indiferentes à distribuição desigual da riqueza que gera abismos na educação, na saúde, no trabalho, no acesso à habitação… 

"Mulheres socializam num clube de campo em São Paulo, Brasil. Na década de 80, quando esta fotografia foi publicada, 50% da riqueza do país era detida por apenas 10% da população."*



Um excerto das viagens de Gulliver: 



"O dinheiro não é apenas um dos objetos da paixão de enriquecer, mas é o próprio objeto dela. Essa paixão é essencialmente auri sacra fames (a maldita ganância do ouro), faz com que as pessoas vivam em torno de uma medíocre vida, ocasionada por necessidades impostas, gerando uma rotina alienada." Karl Marx

Fontes:
https://www.natgeo.pt/fotografia-do-dia/2020/agosto?image=pod-05-08-2020_nationalgeographic_432754
https://i1.wp.com/www.telesintese.com.br/wp-content/uploads/2020/04/favela-comunidade-002.jpg?fit=936%2C600&ssl=1
* FOTOGRAFIA DE STEPHANIE MAZE, NAT GEO IMAGE COLLECTION

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Último - As pirâmides de Gizé

جيزة يسروبوليس

O ocidente descobriu as pirâmides de Gizé e o fascínio pela civilização antiga cresceu levando as terras exóticas exploradores curiosos.

Um fascínio que permanece despertando os nossos sonhos a viajarem, pela imaginação que constrói um passado que formou este lugar.
In Memphis was founded one of the most important monuments of the world, and the only surviving wonder of the ancient world, namely, the Great Pyramid of Giza. Its architectural design remains unparalleled and scientists continue to conduct research on how it was constructed. The Pyramid Complex of Saqqara is also a great masterpiece of architectural design, for it contains the first monumental stone building ever constructed [...].  (UNESCO)


A origem da palavra pirâmide revela-nos a importância simbólica destas construções; composta por dois elementos da língua grega:
pyra : fogo, luz, símbolo;
midos : medidas.
Contam-nos que os topos das montanhas simbólicas seriam revestidos de ouro [lembrei-me das montanhas com os seus cumes sempre nevados refletindo a luz do sol e da lua]…


A escala do homem é esmagada pela escala das suas ambições… Parece que apenas as necropolis permanecem vivas após milénios… as cidades dos vivos desapareceram ou transformaram-se numa mutação de organismos que por vezes esquece o passado.


A UNESCO conta-nos:
"More than thirty-eight pyramids include the three pyramids of Giza, of which the Great Pyramid of Khufu is the only surviving wonder of the ancient world and one of the most important monuments in the history of humankind, the pyramids of Abusir, Saqqara and Dahshur and the Great Sphinx. Besides these monumental creations, there are more than nine thousand rock-cut tombs, from different historic periods, ranging from the First to the Thirtieth Dynasty, and extending to the Graeco-Roman Period."


Relembro uma história que se passa no Egito, que leva turistas ingleses a descobrirem este país entre outras aventuras:

“Take the Pyramids. Great blocks of useless masonry, put up to minister to the egoism of a despotic bloated king. Think of the sweated masses who toiled to build them and died doing it. It makes me sick to think of the suffering and torture they represent."

"Mrs. Allerton said cheerfully: "You’d rather have no Pyramids, no Parthenon, no beautiful tombs or temples—just the solid satisfaction of knowing that people got three meals a day and died in their beds."

The young man directed his scowl in her direction. "I think human beings matter more than stones.”

Agatha Christie,  Death on the Nile .

Todas as imagens foram retiradas da Internet.

Um último que podia ser uma resolutione (pela vontade de regressar) e um logos contido nas divagações…

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Logos - Onde?

Lido por aí:
"O medo de ser livre provoca o orgulho em ser escravo."


Tememos o futuro, tememos o nevoeiro, tememos o incerto…Temos medo do desconhecido.
O amanhã é vago, planos e planos surgem, mas vem uma onda inesperada e leva-nos o folego da certeza, esmorecendo a esperança, afogando a coragem.
Para onde vamos, quem seremos?
"Onde anda você / Onde andam seus olhos"*
[25-07-2019]

*Vinicius de Moraes

[Fotografia: Nepal]

quinta-feira, 25 de abril de 2019

O farol da Liberdade.

"The Statue of Liberty's left arm being constructed in Paris during the winter of 1882."


Um farol oferecido pelos franceses no final do século XIX, concebido por Frédéric Bartholdi e construída por Gustavo Eiffel em território francês.
A estátua representa uma série de valores que viajaram desde o iluminismo à maçonaria representando os ideais do povo francês*, numa mensagem para o mundo.
"La liberté éclairant le monde."
O seu nome oficial - a Liberdade iluminando o mundo.

A tocha anteriormente acessível era iluminada através da rede elétrica, sendo um dos primeiros faróis alimentados por eletricidade, funcionando apenas entre 1886 até 1902.

*[Esquecendo a ambição, a vaidade e a soberania que acalentaram este presente]

Imagem retirada da Internet.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Semelhanças - Memórias Relembradas

Um presente feito de esquecimentos relembrados com o fulgor do instante, do momento imediato… e somos assim atraídos, como uma abelha ao pólen.
[24-12-2018]


Resgatando uma rubrica antiga:

De um curto poema de Mário Quintana a duas frases de uma música que não esqueço.

O esquecimento nas palavras de Mário Quintana
Do amoroso esquecimento

Eu agora --- que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?


E o esquecimento nas palavras cantadas:
"Já me esqueci
De te esquecer"


[19-03-2018 que teima em ser um dia a menos]

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Logos - Opinar

Duas citações, uma delas fez-me pensar invariavelmente na outra... porque se completam, talvez...

1939 - La formation de l'esprit scientifique, de Gaston Bachelard.
"L'opinion pense mal; elle ne pense pas: elle traduit des besoins en connaissances. En désignant les objets par leur utilité, elle s'interdit de les connaître."


Livro do Desassossego, Bernardo Soares; p. 39.

"Encolher de Hombros

Damos commummente às nossas ideias de desconhecido a cor das nossas noções do conhecido: se chamamos à morte um somno é porque parece um somno por fóra; se chamamos à morte uma nova vida é porque parece uma coisa differente da vida. Com pequenos mal-entendidos com a realidade construímos as crenças e as esperanças, e vivemos das côdeas a que chamamos bolos, como as creanças pobres que brincam a ser felizes.

Mas assim é toda a vida; assim, pelo menos, é aquelle systema de vida particular a que no geral se chama civilização. A civilização consiste em dar a qualquer coisa um nome que não lhe compete, e depois sonhar com o resultado. E realmente o nome falso e o sonho verdadeiro criam uma nova realidade. O objeto torna-se realmente outro, porque o tornámos outro. Manufacturamos realidades."


[Transcrição quase idêntica... mais uma vez citei mais frases do que devia.]
[Nota para mim: Comprar este livro e lê-lo: La formation de l'esprit scientifique, de Gaston Bachelard.]

"A civilização consiste em dar a qualquer coisa um nome que não lhe compete, e depois sonhar com o resultado." Não é assim tantas vezes com a politica e a religião? Sonhamos na teoria e na prática, ups. E quando damos a nossa opinião?

Para ilustrar esta publicação uma fotografia que já ilustrou uma menosprezada adivinha.






quarta-feira, 5 de abril de 2017

Logos - Coincidências

Algumas paredes ouvem, outras falam... e parecem ler ao nossos pensamentos.
Lido hoje:
27-02-2017

[11-04-2016]
Coincidências ou Sinais.
Se calhar é apenas o nosso pensamento programado, predisposto, ou disponível para reparar e observar qualquer elemento relacionado com aquilo que nos consome o pensamento; analisando e determinando assim alguns acontecimentos ou factos como "sinais".
Procuramos nos números, nas coisas mais aleatórias e quando queremos descobrimos as tais coincidências que teimamos em acreditar e em interpretar como sinais do universo, do cosmos, sei lá... nestes momentos a racionalidade deixa-se levar pela esperança a querer alinhar os elementos que o compõem...
Porque... também lido por aí:

http://entrepreambulos.blogspot.com/2017/05/le-vent.html