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terça-feira, 22 de março de 2022

Laos (188)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 



ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ຫລວງພະບາງ/ຫຼວງພະບາງ
Luang Prabang
ວັດຊຽງທອງ
Templo Wat Xieng Thong

Uma parede repleta por diferentes cenas retratadas com vidros coloridos, em torno de uma janela doirada cerrada, como se de uma clausura se tratasse. 

"[...]
E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos....
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos."
Fernando Pessoa

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Laos (167)

 ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 


ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ຫລວງພະບາງ/ຫຼວງພະບາງ
Luang Prabang
ວັດຊຽງທອງ
Templo Wat Xieng Thong

Os telhados sucedem-se, esbeltos, numa harmonia que nos cativa…como uma música que guardamos na memória e replicamos vezes sem conta. 

"Que é mais a idéia de ouvi-la
Que ouvi-la quase tranquila

Pelo ar a ondear e a ir...
Silêncio a tremeluzir..."

Fernando Pessoa

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Laos (165)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 



ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ຫລວງພະບາງ/ຫຼວງພະບາງ
Luang Prabang
ວັດຊຽງທອງ
Templo Wat Xieng Thong

Num dia cinzento, as cores reluzem timidamente, mediante a intensidade do Sol que trespassa as nuvens. Adivinhamos uns brilhos tímidos de alguns revestimentos, que expõem reluzindo a sua matéria.

"Tênue lembrança ou saudade,
Princípio ou fim do que não foi,
Não tem lugar, não tem verdade.
Atrai e dói.

Segue-o meu ser em liberdade.
"
Fernando Pessoa

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Adormecer do Sol

No mar, no topo de um rochedo granito o sol escondeu-se, iluminando o céu de uma luz doirada, apaziguadora.

"Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito
E a cor das flores é transparente de as velas de grandes navios
Que largam do cais arrastando nas águas por sombra
Os vultos ao sol daquelas árvores antigas…"
Fernando Pessoa.



quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Laos (164)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 


ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ຫລວງພະບາງ/ຫຼວງພະບາງ
Luang Prabang
ວັດຊຽງທອງ
Templo Wat Xieng Thong

Um complexo religioso cuja capela funerária se veste de doirado para iluminar o dia cinzento que embala a própria melancolia deste lugar.

"E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos….
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos."


Fernando Pessoa

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Laos (159)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 



ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ຫລວງພະບາງ/ຫຼວງພະບາງ
Luang Prabang

Entre o denso arvoredo, marcando o céu acinzentado, surge um pagode doirado, que procura a luz para refletir luminosidade neste dia em que o sol se escondeu.

"Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente..."


Fernando Pessoa.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Laos (158)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 


ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ຫລວງພະບາງ/ຫຼວງພະບາງ
Luang Prabang

Um pórtico quase escondido pela vegetação que absorve os monumentos criados pelo Homem.

"É brando o dia, brando o vento
É brando o sol e brando o céu.
Assim fosse meu pensamento!
Assim fosse eu, assim fosse eu!

Mas entre mim e as brandas glórias
Deste céu limpo e este ar sem mim
Intervêm sonhos e memórias...
Ser eu assim ser eu assim!

Ah, o mundo é quanto nós trazemos.
Existe tudo porque existo.
Há porque vemos.
E tudo é isto, tudo é isto!"


Fernando Pessoa

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Adormecer do Sol

"Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Belindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas,
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.

Mas em torno à tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!
E o tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transtorna
No ar de torpor da tarda tarde.

E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos….
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos."


Fernando Pessoa



sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Sonho

Nesta fotografia da edição de maio de 1969, as crianças assistem à transmissão da véspera de Natal dos astronautas da Apollo 8 no espaço. A tripulação foi a primeira a orbitar a lua e regressar à Terra com sucesso.*


Um pequeno televisor numa noite em que os sonhos rejubilam soltando-se, crescendo, imaginando com um universo que não nos é percetível. O céu quase negro nas noites das cidades revela segredos que ansiamos desvendar, conquistar, dominar. O conhecimento impera pela sagacidade de curiosidade, de sonho, de magia… 

"O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.
"

Fernando Pessoa


Imagem retirada da Internet. 

Fonte:

* https://www.natgeo.pt/fotografia-do-dia?image=pod-24-12-2020_nationalgeographic_617644-large

FOTOGRAFIA DE BRUCE DALE, NAT GEO IMAGE COLLECTION


sábado, 18 de dezembro de 2021

Adivinha - Fortaleza



"Ilha próxima e remota,
Que nos ouvidos persiste,
Para a vista não existe.
Que nau, que armada, que frota
Pode encontrar o caminho
À praia onde o mar insiste,
Se à vista o mar é sozinho?
"
Fernando Pessoa.

Parecia quase uma ilhar, de tando mar que se via… 
Onde fica?

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Laos (58)

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos 


ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong
ປາກແບ່ງ
Pak Beng

O caminho surge da passagem constante, pois a natureza espera ansiosamente poder invadir o território que outrora lhe fora roubado.
"A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
"
Fernando Pessoa

terça-feira, 4 de maio de 2021

Laos (15)

 ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
República Democrática Popular do Laos


ແມ່ນ້ຳຂອງ
Rio Mekong

Uma pequena aldeia perdida no meio da vegetação densa, ligada pelo rio ao mundo, isolados pelo lugar ou ligados ao lugar.
A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.
Fernando Pessoa

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

"Carnis Levale"

"Passei entre eles estrangeiro porém nenhum viu que eu o era. Vivi entre eles espião, e ninguém, nem eu, suspeitou que eu o fosse. Todos me tinham por parente: nenhum sabia que me haviam trocado à nascença. Assim fui igual aos outros sem semelhança, irmão de todos sem ser família.

Vinha de prodigiosas terras, de paisagens melhores que a vida, mas das terras nunca falei, senão comigo, e das paisagens, vistas se sonhava, nunca lhes dei notícia. Meus passos eram como os deles nos soalhos e nas lajes, mas o meu coração estava longe, ainda que batesse perto, senhor falso de um corpo desterrado e estranho.

Ninguém me conheceu sob a máscara da igualha, nem soube nunca que era máscara, porque ninguém sabia que neste mundo há mascarados. Ninguém supôs que ao pé de mim estivesse sempre outro, que afinal era eu. Julgaram-me sempre idêntico a mim."
Fernando Pessoa.

Mais uma visita ao Kerala, na Índia.




Todas as imagens foram retiradas da Internet.
Fontes:
https://www.pinterest.pt/pin/725501821210246432/
https://www.pinterest.pt/pin/736479345301014365/
https://www.pinterest.pt/pin/322711129556397487/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

"Carnis Levale"

"Vivemos todos longínquos e anónimos; disfarçados, sofremos desconhecidos. A uns, porém, esta distância entre um ser e ele mesmo nunca se revela; para outros é de vez em quando iluminada, de horror ou de mágoa, por um relâmpago sem limites; mas outros ainda é essa a dolorosa constância e quotidianidade da vida.
Saber bem que quem somos não é connosco, que o que pensamos ou sentimos é sempre uma tradução, que o que queremos o não quisemos, nem porventura alguém o quis - saber tudo isto a cada minuto, sentir tudo isto em cada sentimento, não será isto ser estrangeiro na própria alma, exilado nas próprias sensações?

Mas a máscara, que estive fitando inerte, que falava à esquina com um homem sem máscara nesta noite de fim de Carnaval, por fim estendeu a mão e se despediu rindo. O homem natural seguiu à esquerda, pela travessa a cuja esquina estava. A máscara - dominó sem graça - caminhou em frente, afastando-se entre sombras e acasos de luzes, numa despedida definitiva e alheia ao que eu estava pensando. Só então reparei que havia mais na rua que os candeeiros acesos, e, a turvar onde eles não estavam, um lugar vago, oculto, mudo, cheio de nada como a vida.
"
Fernando Pessoa

കൂടിയാട്ടം
Koodiyattam
Numa viagem à Índia, descobrimos no Kerala, a antiga arte performativa que contem reminiscências do antigo teatro sânscrito. Todos os músculos da face se movem transmitindo as mais diversas emoções, contando histórias e lendas, que mal compreendemos encantados por todos os movimentos e expressões carregadas de uma beleza única. 




Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://i.pinimg.com/originals/db/1f/a9/db1fa9c499af7f3d5f49ac50232da70c.jpg

sábado, 23 de janeiro de 2021

Adivinha - Sino

"O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto."
Fernando Pessoa


Uma torre ergue-se, enquanto elemento de referência geográfica e outrora moral.
Onde fica?



quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Vietname (436)

    Việt Nam

O sentimento de patriotismo tão patente que nomeia uma importante cidade com o nome do seu soberano, num orgulho modesto que nos confunde.
"Độc Lập, Tự Do, Hạnh Phúc "

"Independência, liberdade, felicidade.



Vịnh Hạ Long

Baia Halong
Onde o dragão encontra o mar

A ilha assemelha-se a algo, esqueci o que era… a fantasia esmoreceu-se na certeza. 


"Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são
Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão.

Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida.

Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvida
."

Fernando Pessoa

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Vietname (435)

   Việt Nam

O sentimento de patriotismo tão patente que nomeia uma importante cidade com o nome do seu soberano, num orgulho modesto que nos confunde.
"Độc Lập, Tự Do, Hạnh Phúc "

"Independência, liberdade, felicidade. 

Vịnh Hạ Long

Baia Halong
Onde o dragão encontra o mar

As ilhas dividem-se, separam-se, aproximam-se formam-se pequenos rochedos também eles cobertos de vegetação. 

"Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Vietname (404)

  Việt Nam

O sentimento de patriotismo tão patente que nomeia uma importante cidade com o nome do seu soberano, num orgulho modesto que nos confunde.
"Độc Lập, Tự Do, Hạnh Phúc "
"Independência, liberdade, felicidade.


Vịnh Hạ Long

Baia Halong
Onde o dragão encontra o mar
 Este mar coberto pelo nevoeiro fez-me recordar um poema de Fernando Pessoa, com o mesmo nome [que já esquecera]. Desde que li este poema, os dias de nevoeiro começaram a evocar um sentimento de esperança, de ansia em conhecer o futuro, tão incerto… apenas vislumbramos ténues contornos do amanhã… como num dia de nevoeiro.

"NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a hora!
"


sábado, 3 de outubro de 2020

Adivinha - Sino



"O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
"
Fernando Pessoa

E a sinalética colorida, quase infantil?
Onde fica?

sábado, 1 de agosto de 2020

Adivinha - Grutas Sagradas

A montanha por achar
Há-de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.
O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há-de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.
A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade.

Fernando Pessoa


Curiosamente num sítio perdido deste rio dourado pelas terras que arrasta com a sua força invisível, encontrei um templo aberto numa caverna.
Onde fica?