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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Despertar do Sol


Algures na Mongólia, o sol desperta nas estepes com as suas cores fortes, alaranjadas e avermelhadas iluminando a noite quase esquecida, como os sonhos que desaparecem com o dia.

Foi bonito
O meu sonho de amor.
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
"

Miguel Torga

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Adormecer do Sol

 

Algures nas estepes da Mongólia, um céu infinito, onde as nuvens cinzentas mergulham no horizonte que as encandeia de cores fortes e vibrantes trazidas pelo sol, já longínquo. 

"Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros."
Vergílio Ferreira

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Adormecer do Sol


Algures nas estepes da Mongólia o Sol deita-se para dar lugar a um céu repleto de luzes cintilantes, que guardo na memória, imagens que guardei como fotografias, para recordar durante as noites citadinas.

"DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
"
Mário Quintana

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Adormecer do Sol

 Algures na Mongólia, o tempo flui, sereno indiferente… a natureza nota-o e vai mudando, compreendendo-o e adaptando-se… não tarda chegará a noite, apercebemo-nos neste instante, nesta curta duração do crepúsculo, que o tempo é tão fugaz. 



"entre uma estrela
e um vagalume
o sol se põe.
"

Alice Ruiz

terça-feira, 27 de abril de 2021

Adormecer do Sol


Um destino longínquo, onde o pensamento flui livremente; perdidos, ninguém nos encontra, na solidão das estepes que vivem os dias mediante a luz solar. 
Os pensamentos viajam como as nuvens ao sabor do vento ora ansioso ora calmo, seguimos a sua vontade, viajando sem rumo… aparente. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Adormecer do Sol

«Would you tell me, please, which way I ought to go from here?»
«That depends a good deal on where you want to get to,» said the Cat.
«I don't much care where…» said Alice.
«Then it doesn't matter which way you go,» said the Cat.
«… as long as I get somewhere, » Alice added as an explanation.
«Oh, you're sure to do that, » said the Cat, «if you walk long enough.»
Lewis Carroll


À deriva como os grãos de areia que viajam ao sabor do vento pelas estepes da Mongólia ou seguindo um astro que nos orienta…

terça-feira, 27 de março de 2018

O despertar do sol.

"No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio."
Sophia de Mello Breyner.

O despertar do sol numa manhã gélida no deserto Gobi; tão gélida como o sentimento de despedida; era o nosso último acordar nas estepes da liberdade...
 
[25-03-2018]

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Le vent

"L'amour est comme le vent, nous ne savons pas d'où il vient."
Honoré de Balzac.

Mal li esta frase lembrei-me da Mongólia... do vento a correr livremente pelas estepes sem fim, sem limites... Quanto tempo durará? Não faço ideia. Apenas o tempo o dirá...

Data da publicação escolhida completamente ao acaso e as coincidências não deixam de surpreender... mas sobre isso falarei mais tarde.
[06-02-2017]

sexta-feira, 17 de junho de 2016

77º Ulaanbaatar (4)

Regresso
Regresso aos caminhos traçados por pneus, reencontro a estrada retilínea sem fim.
A cidade surge ao longe, alguns animais das estepes perdidos nestes limites vagos.
Regresso à civilização...
E os pensamentos regressam...
Entristece-me voltar à "realidade" [perdi a sensação de liberdade que senti nos últimos dias] e o céu torna-se cinzento tristemente,  chorando de noite com a minha despedida,
E assim desejo aqui regressar sem ainda ter partido.
[30-12-2015]

quinta-feira, 16 de junho de 2016

76º Ulaanbaatar (3)

Ontem viajamos através do tempo pela análise de alguma cartografia da cidade em diferentes séculos, hoje vamos apenas ver algumas fotografias antigas de palácios e de templos que constituíram Ulaanbaatar, noutros tempos.

[Ulaanbaatar foi em tempos apelidada de Urga - mais uma vez a silaba «Ur»; lembras-te:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/logos-ur.html]

Templo Dechingalav




O "grande" templo branco
 Outro templo, cuja legenda não consegui descobrir
Pórtico do antigo palácio Amarelo
 Fotografia aos lamas, no pano de fundo o palácio Amarelo
 Se repares este edifício aparece na fotografia anterior
Conjunto de stupas

Palácio de Inverno
 Nomes desconhecidos.



E porque a nossa casa também devia ser um templo, um fotografia da montagem ou da desmontagem de uma yourte.
A yourte no blogue:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/41-noite-6.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/42-noite-7.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2015/12/adivinha-habitar-57.html


Todas as imagens foram tiradas da Internet.
Links:
O templo de Urga
http://blog.joins.com/media/folderlistslide.asp?uid=fabiano&folder=9&list_id=13128926
http://www.kellscraft.com/AcrossMongolianPlains/AcrossMongolianPlainsCh06.html

Publicação anterior:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/06/75-ulaanbaatar-2.html

quarta-feira, 15 de junho de 2016

75º Ulaanbaatar (2)

Antes de se chamar Ulaanbaatar esta cidade teve vários nomes, com diferentes significados e origens, e várias localizações, afinal a sua população era nómada.
Desde sempre localizada entre a rota comercial que ligava a Rússia à China, absorveu as diferenças culturais destas duas civilizações. Ainda hoje nos mercados encontramos produtos quer da europa, quer do extremo oriente.

E agora uma sucessão de representações da cidade, organizadas cronologicamente, que remontam há dois séculos atrás, para uma pequena analise cartográfica da evolução da malha urbana.

Pintura do século XIX, no centro está representado o templo Bat Tsagaan, construído em 1654.
Mapa geral de 1851.

Fotografia da área centra da cidade em 1888.


1912
Impressionante ver estas imagens da cidade de há um século atrás. E imaginar a vida da população, o interior das habitações, das yourtes, dos palácios, dos templos... Todas as imagens são excertos da pintura (4 ver lista no final).
"The large circular compound in the middle is the Zuun Khuree temple-palace complex."

"The circular compound to the far left is the Gandan complex."

"Between these two circular compounds is the Baruun Damnuurchin markets."

"The temple complex in the cross shaped fence is the Choijin Lama monastery."

"To the right of it is the mixed district of the South-East Lay Quarters (Zuun Omnod Khoroo) with the plantations."



"The Manjusri monastery can be seen on Mount Bogd Khan Uul at the bottom of the painting."
A partir daqui, começa a ser confuso, mas tens a legenda completa em baixo. [Alguma dica?]






Legenda:
"Panorama of Urga painted by Mongolian painter Jugder in 1913. The large circular compound in the middle is the Zuun Khuree temple-palace complex. The circular compound to the far left is the Gandan complex. Between these two circular compounds is the Baruun Damnuurchin markets. The mixed district on the south of these three is the South-West Lay Quarters (Baruun Omnod Khoroo). On the south of the river are seen the palaces of the Bogd. The temple complex in the cross shaped fence is the Choijin Lama monastery. To the right of it is the mixed district of the South-East Lay Quarters (Zuun Omnod Khoroo) with the plantations. Just across the river to the right is the Zuun Damnuurchin markets. To its north is the Zuun Khoroo of the Bogd's Ikh Shavi. To the far north is the Dambadarjaalin monastery. The Manjusri monastery can be seen on Mount Bogd Khan Uul at the bottom of the painting. To the far bottom right of the painting is the Maimaicheng district. To its left are the white buildings of the Russian consulate area. The Tuul River can be seen flowing at the very bottom of the painting. This painting is well known in Mongolia and is famous for its attention to detail. The names on it were written in Mongolian by Jugder."

E não podia faltar uma vista área mais atual da cidade Ulaanbaatar;


Links:
2- http://www.mongols.eu/maps-of-mongolia/historical-maps/
https://buddhistartnews.wordpress.com/category/mongolia/page/5/
4- http://masterpieces.asemus.museum/masterpiece/detail.nhn?objectId=11220
Para ler:
A Tour in Mongolia by Beatrix Bulstrode:
http://digital.library.upenn.edu/women/bulstrode/mongolia/mongolia.html

terça-feira, 14 de junho de 2016

Logos - Vento

O vento
Burning cliffs
A força do vento normalmente dá-me força para continuar, para seguir em frente. [para ter coragem]
Mas aqui o vento era tão forte, que varria o território num desassossego sem barreiras, sem fronteiras.
O vento leva-me, empurra-me... talvez para oriente. [quase para o abismo]

No interior da yourte encontro abrigo. E esta pedra segura-me, a mim e à yourte.

[30-12-2015]

Mais sobre as Burning cliffs:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/06/69-deserto-gobi-16.html

74º Ulaanbaatar (1)

Oulan Bator, a partir desta capital iniciei e terminei a viagem à Mongólia.

[Oulan Bator ou Ulaanbaatar; a repetição das letras e a sonoridade da lingua falada por este povo relembra as línguas árabes, as línguas faladas pelos ventos que varrem os desertos. Consta que a lingua terá origens turcas...]
O nome da capital Ulaanbaatar significa herói vermelho.
O desconsolo no final do "relato" [não é bem um relato]da viagem à Mongólia é quase o mesmo sentido no final de uma viagem. Afinal estes relatos foram uma viagem à memória por meio de algumas fotografias tiradas naquele momento presente; de certa forma revivi a viagem e voltei a sentir algumas das emoções vivenciadas.
A cidade de Ulaanbaatar foi fundada no vale do rio Tuul [Туул гол] em 1639, inicialmente como um centro monástico nómada e mais tarde em 1778 foi deslocada para o lugar actual junto à interceção dos rios Tuul e Selbe.


Cheguei com o nascer do sol, numa terra que ainda não despertara ou aquecera. Um frio intenso e um vento cortante, que não se sente nestas primeiras fotografias.


Memorial Zaisan
Subimos ao sopé da montanha e visitamos um monumento construído em homenagem aos soldados soviéticos  que morreram na Segunda Guerra Mundial.
As horas passaram e descemos até ao centro da cidade onde visitamos o templo Geser do Oeste, construído em 1919-1920 por Guve Ovogt Zakhar.
 De tarde passeamos pelo centro administrativo e económico de Ulaanbaatar. Descobrimos a praça Chinggis ou Sukhbaatar [Сүхбаатарын талбай].
Palácio do Governo [Засгын газрын ордон] construído em 1951.

No centro da praça a estátua do líder, da revolução pela independência da Mongólia, Damdin Sükhbaatar (1921).
Segundo consta o centro da praça representa também o centro geográfico da cidade Ulaanbaatar.
Voltarei a falar desta cidade...