quinta-feira, 30 de junho de 2022

Último

A cidadela Ninh Binh, num registo que data de1884.


Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://en.wikipedia.org/wiki/Ninh_B%C3%ACnh#/media/File:Citadel_of_Ninh_Binh.jpg

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Adivinha - 10 de Junho

 Dia de Portugal

A data 10 de Junho surge anunciada no ano 1880 por um decreto real de D Luís. I que declara a enquanto "Dia de Festa Nacional e de Grande Gala" para comemorar o acontecimento dos 300 anos da presumível data da morte de Luís de Camões, 10 de junho de 1580. 
Durante o Estado Novo a data constituiu uma referência ao patriotismo e ao nacionalismo, incrementando o sentimento na população.


"Há nações que nascem feitas e nações que se fazem.
Portugal é das que se fizeram, contra todos e contra tudo, e nunca teve
sossego nas fronteiras, que chegaram a situar-se nos cinco continentes.
Começou o seu caminho independente nas brumas da pré-história,
dolménico, litoral, magro, debruado por um mar aberto e convidativo, que
navegou desde logo em todas as direcções e transformou mais tarde no palco
de uma das maiores façanhas de que a civilização ocidental se pode orgulhar.
Microcosmo variegado, ora montanhoso, ora ondulado e plano, de cada
miradoiro é inédito e diverso.
Árido aqui, verdejante ali, terroso acolá, passeá-lo é conhecer em miniatura as feições aráveis da Terra.
Sulcado por rios líricos ou dramáticos, consoante o leito, espelha-se neles ao natural o perfil da paisagem.
Um Minho bucólico, uma Estremadura monumental, um Ribatejo toureiro. Invadido sucessivamente por muitos povos, a nenhum se submeteu inteiramente.
Antes pelo contrário, resistiu-lhes a conviver.
Na essência, permaneceu o mesmo, dono e senhor da sua personalidade profunda, livre, visionário,
aventureiro, obstinado.
E sempre cordial.
Quem percorre o país de norte a sul pode queixar-se de tudo, menos dos panoramas e, ainda menos, das gentes.
Austeras em Trás-os-Montes, sóbrias nas Beiras, graves no Alentejo, reservadas no Algarve, identifica-as, no entanto, a mesma índole solícita, prestante, disponível.
Criaturas simples, chegadas ao húmus, tudo nelas tem ainda o sabor saudável do autêntico e primordial.
Na maneira como trabalham, cantam, dançam, rememoram, o observador atento pode descobrir
os sinais vivazes de uma sã tradição rural, comunitária, o vizinho a dar a mão ao vizinho, o velho
a ensinar o novo, o prudente a avisar os incautos.
Marginal à Europa, nem sempre a acompanhou nas suas proezas técnicas e antropotécnicas.
E, nesse capítulo, à primeira vista, pode parecer retrógrado.
Mas essa falsa inércia, esse ilusório sono letárgico, é apenas a paz de boa consciência de
quem conhece o preço de certas cedências ao progresso.
De quem lhe pressente a efemeridade.
No decorrer dos séculos, este povo pacífico, que sempre se soube defender e nunca soube agredir,
aparentemente parado no tempo, foi a própria encarnação do espírito renovador, na tolerância, na
curiosidade, na inventiva.
O primeiro a abolir a pena de morte, a dar a independência a uma das suas maiores colónias,
a dobrar os muitos cabos das Tormentas.
Original na maneira de ser, de sentir e de pensar, a cultura universal deve-lhe um modo específico
de encarar a vida e os valores.
Nos seus Cancioneiros, no seu rifoneiro, no seu artesanato, está documentada uma singularidade
temperamental e intelectual que faz a admiração de quem a conhece.
Todos os viajantes de boa-fé que nos visitaram no passado e nos visitam no presente a testemunham e enaltecem.
Fundadora de novas pátrias, esta pequena pátria, que com os descobrimentos marítimos realizou a
maior epopeia dos tempos modernos, arredondando definitivamente o globo nas mentes coevas,
ainda hoje ajuda a povoar e a unir o orbe, num fluxo emigratório constante.
E é essa vocação planetária, essa inquietação dispersiva que faz do português um peregrino das sete partidas, um cidadão do mundo.
Despido de pruridos raciais, uma vez em terra alheia, miscigena-se, adapta-se, integra-se, mas sem perder nunca os traços nativos. E quando a saudade — um sentimento sem tradução afectiva e vocabular — o crucifica, regressa e retoma, na aldeia de onde saiu, o seu lugar de membro da junta de freguesia ou de mordomo da festa.
Claramente que, ao lado deste Portugal telúrico e arcaico, ainda não desfigurado na alma, escudado na sua castidade moral, existe um outro, contemporâneo do presente, cosmopolita e cultivado, que tem pergaminhos nas artes, nas letras, nas ciências, na política e na religião.
Que erigiu Alcobaça e os Jerónimos, que escreveu Os Lusíadas, que pintou os Painéis de S. Vicente, que comentou Aristóteles e deu à Igreja um Papa e um Doutor.
Mas o Portugal letrado, por muito que tenha feito, não pode, nem de longe, nem de perto, comparar-se ao iletrado, pela tenacidade, pela honradez, pela audácia, pela graça espontânea e pela nobreza de sentimentos.
E que o Portugal eterno, o que nunca traiu, o que dá esperança, é o das revoluções populares, o que trabalha dia e noite sem esmorecer, o que acaba sempre por ter a última palavra nos acontecimentos, o do arado e do remo.
E ele que, anónimo e humilde, não cabe nas crónicas, mas avaliza alguns dos mais significativos passos da história da humanidade."

Miguel Torga, in 'Diário (1988)'





Um castelo, uma antiga bandeira…
Onde fica?

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Urbe

Algures em Chongqing, na China.


"Creio que a vida não tem sombra de interesse, concebida e vivida em termos de mentira e de conveniência. As sociedades que já só assentam em tais fundamentos, estão por pouco. Julgo, antes, que a própria natureza aviva de quando em quando as suas arestas para que os seres e as coisas saibam claramente que a cada verdade corresponde um fruto, e a cada mentira uma desilusão."
Miguel Torga


Imagem retirada da Internet.

Fonte:

https://www.instagram.com/p/CY0ZEkUI_XL/


quinta-feira, 2 de junho de 2022

Impressões

Algures no Cairo, Egipto.

"O mundo é uma realidade universal, desarticulada em biliões de realidades individuais."
Miguel Torga




Imagem retirada da Internet.

Fonte:
https://www.instagram.com/p/CPJP_KkFRNa/
Fotografia de Karim Shafey

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Indiferença

Indiferença social.
Indiferentes aos efeitos do capitalismo.
Indiferentes aos efeitos do consumismo.
Indiferentes ao trabalho precário.


"A Esquerda Deixou de Ser Esquerda

A direita nunca deixou de ser direita,
mas a esquerda deixou de ser esquerda.
A explicação pode parecer simplista, mas é a única
que contempla todos os aspectos da questão.
Para serem participantes mais ou menos tolerados
nos jogos do poder, os partidos de esquerda
correram todos para o centro, onde, infalivelmente,
se encontraram com uma direita política e económica
já instalada que não tinha necessidade de se
camuflar de centro.
Entrou-se, então, na farsa carnavalesca de
denominações caricaturais com as de
centro-esquerda ou centro-direita.
Assim está Portugal, a Itália, a Europa."


José Saramago, texto retirado de "La Republica, 2007"

"Em Bogra, Rajshahi, no Bangladesh, mulheres colhem e escolhem pimentos vermelhos e secam-nos ao sol. A fotografa MD Tanveer Hassan Rohan escreve, "Há cerca de 100 fábricas e mais de 2000 trabalhadores todos os dias. Recebem 2 dólares americanos depois de 10 horas de trabalho, e em alguns sítios recebem menos que isto. Trabalham muito para manter a melhor qualidade."




Imagem retirada da Internet.
Fonte:
FOTOGRAFIA DE MD TANVEER HASSAN ROHAN, NATIONAL GEOGRAPHIC YOUR SHOT

terça-feira, 31 de maio de 2022

Último

 "Os irmãos Wright fizeram o primeiro voo motorizado neste dia em 1903. Orville comanda o avião, deitado de bruços para reduzir a resistência ao vento, enquanto Wilbur corre ao lado. O voo durou 12 segundos e andou cerca de 36 metros."


"Uma história triste agrada sempre. No seu sentido mais profundo, a vida é bela e alegre. Todos nós tivemos já a experiência disso milhares de vezes. Provas sobre provas de que não há primavera sem flores, nem outono sem frutos. Mas, apegados como estamos à aparência de tudo, esquecemos a voz do profundo, e ouvimos deliciados o som da superfície. Temos o vício da tristeza." Miguel Torga

No entanto suspiramos sonhos… Um sonho, uma esperança, uma fantasia, uma realidade…


Imagem retirada da Internet.

Fonte:

FOTOGRAFIA DE ORVILLE WRIGHT, NAT GEO IMAGE COLLECTION

https://www.natgeo.pt/fotografia-do-dia?image=pod-17-12-2020_nationalgeographic_996248

domingo, 8 de maio de 2022

Urbe

O urbanismo que compõe parte da cidade do Cairo, num registo de 2008.



Imagem retirada da Internet.

Fonte:

https://www.instagram.com/p/CYstVppoNaE/
Fotografia de Simon Vahala

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Vidas

"Um trabalhador pinta a ponte Golden Gate com uma nova camada da sua icónica cor laranja em São Francisco. A cor foi escolhida para ajudar a ponte a ficar visível no famoso nevoeiro da cidade."



Imagem retirada da Internet.

Fontes:
https://www.natgeo.pt/fotografia-do-dia/2020/maio?image=pod-20-05-2020-nationalgeographic_613173
FOTOGRAFIA DE DAVID BOYER, NAT GEO IMAGE COLLECTION

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Impressões

Algures em Nouakchott, na Mauritânia.


Imagem retirada da Internet.

Fonte:

https://www.instagram.com/p/CWy5UrSMTzv/

domingo, 1 de maio de 2022

1º de Maio

"Nesta fotografia da edição de março de 1966, os trabalhadores agitam bandeiras vermelhas como parte de uma manifestação na Praça Vermelha de Moscovo no 1º de maio. Há muito celebrado como um festival da primavera, o 1º de maio também se tornou o Dia Internacional dos Trabalhadores em 1889."


"Admiramo-nos de ver ladrões jactando-se da sua habilidade, prostitutas da sua corrupção e assassinos da sua insensibilidade. Se, porém, nos admiramos, é porque estas espécies de indivíduos são restritas, e porque se movem em círculos e em atmosferas que não têm contacto com os nossos. Já não nos surpreende, por exemplo, ver homens ricos orgulharem-se da sua riqueza; — isto é, de roubo ou de usurpação — ou ainda ver os poderosos orgulharem-se do seu poder, o que significa violência e crueldade. Não notamos a maneira como a concepção natural da vida é desvirtuada por esta gente, assim como o é a primitiva significação de bem e de mal, e não só o não notamos, como não nos admiramos. E isto unicamente porque o número daqueles que partilham essa perversa concepção é grande, e porque nos achamos compreendidos nesse número."
Leon Tolstoi


Imagem retirada da Internet.
Fonte:
FOTOGRAFIA DE DEAN CONGER, NAT GEO IMAGE COLLECTION

Indiferença

Indiferentes à natureza.
Indiferentes à força e à riqueza dos oceanos.
Indiferentes às populações mais desfavorecidas.
O oceano revoltado pela presença humana, pela sua indiferença ao meio ambiente ao qual pertence.


"O movimento geológico que aqui se instala é um fenômeno natural de assoriamento. Ele é, entretanto, fortemente intensificado pela atuação humana ejetada no rio ao longo de seu perpasse pelos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, interagindo ativamente num balneário desativado de um dos polos econômicos do pais. Trata-se de uma localidade que reúne uma série de características específicas, que chamam atenção: é uma região que sofre o efeito devastador da erosão natural sobre a geografia e sobre as atividades sociais locais. As características específicas naturais do ambiente e a proximidade com polos urbanos, somem-se em uma região na qual a atividade cultural de resgate de memória e de produção estética pode ser um vetor de expressivo potencial de registro, recuperação e fomento das práticas artísticas associadas à questão político-ambiental."
*





Imagens retiradas da Internet.
Fonte:
Primeira fotografia:
The decaying landscape of Atafona unveils the crises between humans and nature. Its dunes conceal about 400 buildings, among them houses, hotels, a gas station, and a church.
Segunda fotografia:

https://www.nationalgeographic.com/environment/article/a-rising-sea-is-eating-away-this-brazilian-town

ªhttps://www.casaduna.org/atafona-1


sábado, 30 de abril de 2022

Último Dia

"There is a very large Nandi (bull), mount of Shiva, about 200 metres (660 ft) away from the temple which is carved from a single block of stone, which is said to be one of the largest of its type in the world."



Imagem retirada da Internet.

Fonte:
https://www.pinterest.pt/pin/609674868280587627/
https://i.pinimg.com/736x/6c/90/73/6c9073f0d322a71608d89cdf205182e2.jpg

segunda-feira, 25 de abril de 2022

25 de Abril

Folheando um Diário, mais precisamente o Diário VIII, de Miguel Torga.

"Coimbra, 1 de fevereiro de 1958 - Liberdade! liberdade! liberdade!
Parece infantil, mas é verdadeiro. Sem ela, é que nada é feito. Poderá dar lugar a um certo desregramento, a uma certa anarquia. Mas o melhor do homem, só nela se realiza. " p. 95

Uma data que se conta nas histórias das vidas que viviam em segredo até esta madrugada…





Imagem retirada da Internet.


domingo, 17 de abril de 2022

Sol

"A luz do sol brilha no impressionante e gigantesco Parque Nacional Torres del Paine, na Patagónia chilena. O parque recebe 250 mil visitantes por ano."

Num reencontro comigo mesmo, num reencontro que se fez a partir dos sonhos de viagens futuras, por tantos lugares à espera de serem desvendados...
Um regresso talvez...  [2022-07-02]


"Que belo é ter um amigo! Ontem eram ideias contra ideias. Hoje é este fraterno abraço a afirmar que acima das ideias estão os homens. Um sol tépido a iluminar a paisagem de paz onde esse abraço se deu, forte e repousante. Que belo e que natural é ter um amigo!"
Miguel Torga




Imagem retirada da Internet.
Fonte:
FOTOGRAFIA DE MARIA STENZEL, NAT GEO IMAGE COLLECTION

domingo, 10 de abril de 2022

África do Sul

 Algures na África do Sul,  um exemplo de arquitetura vernácula que nos conta sobre várias tradições e práticas locais.

Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://www.pinterest.pt/pin/11822017761272496/

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Urbe

Havana, Cuba.
Um edifício construído nos anos 50 e as casas da era colonial.




Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://www.instagram.com/p/CaGhzevKRyQ/

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Adormecer do Sol

Algures nas montanhas longínquas do Quirguistão, o sol deita-se e o frio acolhe-nos com os mistérios da noite… 

"Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem.
Machado de Assis