FOTOGRAFIA DE HARRIET CHALMERS ADAMS, NAT GEO IMAGE COLLECTION
" Depois de vagabundear incerto algum tempo por outros países, esqueço-me de quem sou, quase (...) O meio que nos envolve é também um pouco de nós, seguramente." (Mário de Sá-Carneiro; A Grande Sombra)
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
Último
FOTOGRAFIA DE HARRIET CHALMERS ADAMS, NAT GEO IMAGE COLLECTION
domingo, 13 de novembro de 2022
Tinghir, Marrocos
ⵜⵉⵏⴻⵖⵉⵔ
Um oásis no vale do rio Todgha escondido pelas cadeias de montanhas do Alto Atlas e do Anti Atlas.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Morocco_Africa_Flickr_Rosino_December_2005_83957092.jpg
domingo, 6 de novembro de 2022
Sologue - Castelo Chambord
Numa pesquisa sobre a região de Sologne, descobri este castelo cuja construção data do início do século XVI, a mando do jovem rei François 1er.
Fontes:
https://www.linternaute.fr/sortir/guides-de-france/2497949-sologne-que-voir-visite-randonnee-faune-le-guide/
quarta-feira, 2 de novembro de 2022
Algures
“sei que a humanidade inventa deus porque não acredita nos homens e é fácil entender porquê. os homens acreditam em deus porque não são capazes de acreditar uns nos outros. e quanto mais assim for, quanto menos acreditarmos uns nos outros, mais solicitamos o policiamento, e se o policiamento divino entra em crise, porque as mentes se libertam e o jugo glutão da igreja já não funciona, é preciso que se solicite do estado esse policiamento.”
domingo, 25 de setembro de 2022
Jardins Marqueyssac
sábado, 3 de setembro de 2022
Labirinto do jardim Glendurgan
Uma imagem descoberta há vários anos e um nome encontrado há poucas semanas, formam um lugar que preenche o imaginário, tornado real.
"Glendurgan Garden is a National Trust garden situated above the hamlet of Durgan on the Helford River and near Mawnan Smith, in the civil parish of Mawnan, Cornwall, England, United Kingdom.Glendurgan Garden was laid out by Alfred Fox in the 1820s and 1830s. In 1962 Glendurgan Garden was given to the National Trust by Cuthbert and Philip Fox."*
The living puzzle _ Planted on one side of the valley, this living puzzle is in the heart of the garden. Most people can't wait to reach the middle of the maze, but some enjoy the simple pleasure of sitting opposite and watching others experience confusion, frustration and hopefully celebration. It's planted with cherry laurel which is vigorous and tough enough to withstand regular trimming and footsteps around its roots. Palm trees mark the four corners of the puzzle and a thatched summerhouse sits in the middle."*
domingo, 31 de julho de 2022
Último
"Uma formação conhecida como "Castelo de Icebergue" eleva-se 30 metros no ar no Cabo Evans, na Antártida, nesta imagem da edição de março de 1924. O fotógrafo Herbert G. Ponting foi o repórter oficial da expedição de Robert F. Scott de 1910 a 1913."
Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://www.natgeo.pt/fotografia-do-dia/2021/janeiro?image=pod-19-01-2021_nationalgeographic_606212
FOTOGRAFIA DE HERBERT G. PONTING, NAT GEO IMAGE COLLECTIONdomingo, 17 de julho de 2022
Despertar do Sol
Bulgária
"Porque o amor é simples,Vale a pena colhê-lo.
Nasce em qualquer degredo,
Cria-se em qualquer chão.
Anda, não tenhas medo!
Não deixes sem amor o coração!"
Miguel Torga
sexta-feira, 8 de julho de 2022
Urbe
Miguel Torga
quinta-feira, 7 de julho de 2022
VIdas
"Uma manada de renas viaja por um vale na Sibéria. Esta fotografia apareceu originalmente na edição de agosto de 1977, na qual o fotógrafo Dean Conger escreveu sobre a sua carreira documentando a União Soviética."
sábado, 2 de julho de 2022
Impressões
sexta-feira, 1 de julho de 2022
Indiferença
FOTOGRAFIA DE LYNN JOHNSON, NAT GEO IMAGE COLLECTION
quinta-feira, 30 de junho de 2022
Último
Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://en.wikipedia.org/wiki/Ninh_B%C3%ACnh#/media/File:Citadel_of_Ninh_Binh.jpg
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Adivinha - 10 de Junho
Dia de Portugal
"Há nações que nascem feitas e nações que se fazem.
Portugal é das que se fizeram, contra todos e contra tudo, e nunca teve
sossego nas fronteiras, que chegaram a situar-se nos cinco continentes.
Começou o seu caminho independente nas brumas da pré-história,
dolménico, litoral, magro, debruado por um mar aberto e convidativo, que
navegou desde logo em todas as direcções e transformou mais tarde no palco
de uma das maiores façanhas de que a civilização ocidental se pode orgulhar.
Microcosmo variegado, ora montanhoso, ora ondulado e plano, de cada
miradoiro é inédito e diverso.
Árido aqui, verdejante ali, terroso acolá, passeá-lo é conhecer em miniatura as feições aráveis da Terra.
Sulcado por rios líricos ou dramáticos, consoante o leito, espelha-se neles ao natural o perfil da paisagem.
Um Minho bucólico, uma Estremadura monumental, um Ribatejo toureiro. Invadido sucessivamente por muitos povos, a nenhum se submeteu inteiramente.
Antes pelo contrário, resistiu-lhes a conviver.
Na essência, permaneceu o mesmo, dono e senhor da sua personalidade profunda, livre, visionário,
aventureiro, obstinado.
E sempre cordial.
Quem percorre o país de norte a sul pode queixar-se de tudo, menos dos panoramas e, ainda menos, das gentes.
Austeras em Trás-os-Montes, sóbrias nas Beiras, graves no Alentejo, reservadas no Algarve, identifica-as, no entanto, a mesma índole solícita, prestante, disponível.
Criaturas simples, chegadas ao húmus, tudo nelas tem ainda o sabor saudável do autêntico e primordial.
Na maneira como trabalham, cantam, dançam, rememoram, o observador atento pode descobrir
os sinais vivazes de uma sã tradição rural, comunitária, o vizinho a dar a mão ao vizinho, o velho
a ensinar o novo, o prudente a avisar os incautos.
Marginal à Europa, nem sempre a acompanhou nas suas proezas técnicas e antropotécnicas.
E, nesse capítulo, à primeira vista, pode parecer retrógrado.
Mas essa falsa inércia, esse ilusório sono letárgico, é apenas a paz de boa consciência de
quem conhece o preço de certas cedências ao progresso.
De quem lhe pressente a efemeridade.
No decorrer dos séculos, este povo pacífico, que sempre se soube defender e nunca soube agredir,
aparentemente parado no tempo, foi a própria encarnação do espírito renovador, na tolerância, na
curiosidade, na inventiva.
O primeiro a abolir a pena de morte, a dar a independência a uma das suas maiores colónias,
a dobrar os muitos cabos das Tormentas.
Original na maneira de ser, de sentir e de pensar, a cultura universal deve-lhe um modo específico
de encarar a vida e os valores.
Nos seus Cancioneiros, no seu rifoneiro, no seu artesanato, está documentada uma singularidade
temperamental e intelectual que faz a admiração de quem a conhece.
Todos os viajantes de boa-fé que nos visitaram no passado e nos visitam no presente a testemunham e enaltecem.
Fundadora de novas pátrias, esta pequena pátria, que com os descobrimentos marítimos realizou a
maior epopeia dos tempos modernos, arredondando definitivamente o globo nas mentes coevas,
ainda hoje ajuda a povoar e a unir o orbe, num fluxo emigratório constante.
E é essa vocação planetária, essa inquietação dispersiva que faz do português um peregrino das sete partidas, um cidadão do mundo.
Despido de pruridos raciais, uma vez em terra alheia, miscigena-se, adapta-se, integra-se, mas sem perder nunca os traços nativos. E quando a saudade — um sentimento sem tradução afectiva e vocabular — o crucifica, regressa e retoma, na aldeia de onde saiu, o seu lugar de membro da junta de freguesia ou de mordomo da festa.
Claramente que, ao lado deste Portugal telúrico e arcaico, ainda não desfigurado na alma, escudado na sua castidade moral, existe um outro, contemporâneo do presente, cosmopolita e cultivado, que tem pergaminhos nas artes, nas letras, nas ciências, na política e na religião.
Que erigiu Alcobaça e os Jerónimos, que escreveu Os Lusíadas, que pintou os Painéis de S. Vicente, que comentou Aristóteles e deu à Igreja um Papa e um Doutor.
Mas o Portugal letrado, por muito que tenha feito, não pode, nem de longe, nem de perto, comparar-se ao iletrado, pela tenacidade, pela honradez, pela audácia, pela graça espontânea e pela nobreza de sentimentos.
E que o Portugal eterno, o que nunca traiu, o que dá esperança, é o das revoluções populares, o que trabalha dia e noite sem esmorecer, o que acaba sempre por ter a última palavra nos acontecimentos, o do arado e do remo.
E ele que, anónimo e humilde, não cabe nas crónicas, mas avaliza alguns dos mais significativos passos da história da humanidade."
Miguel Torga, in 'Diário (1988)'
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Urbe
Imagem retirada da Internet.
Fonte:
https://www.instagram.com/p/CY0ZEkUI_XL/
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Impressões
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Indiferença
"A Esquerda Deixou de Ser Esquerda
A direita nunca deixou de ser direita,
mas a esquerda deixou de ser esquerda.
A explicação pode parecer simplista, mas é a única
que contempla todos os aspectos da questão.
Para serem participantes mais ou menos tolerados
nos jogos do poder, os partidos de esquerda
correram todos para o centro, onde, infalivelmente,
se encontraram com uma direita política e económica
já instalada que não tinha necessidade de se
camuflar de centro.
Entrou-se, então, na farsa carnavalesca de
denominações caricaturais com as de
centro-esquerda ou centro-direita.
Assim está Portugal, a Itália, a Europa."
José Saramago, texto retirado de "La Republica, 2007"
FOTOGRAFIA DE MD TANVEER HASSAN ROHAN, NATIONAL GEOGRAPHIC YOUR SHOT

