segunda-feira, 11 de abril de 2016

31º Presente (4)

"Sou onde estou."
Gaston Bachelard; A Poética do espaço.
[Se reparares em algumas línguas o verbo ser e estar traduzem-se numa única palavra.]

[Fotografia da vista de um templo, na Mongólia. No final farei um resumo a falar de alguns lugares que visitei nesta viagem.]


O que fiz ontem, não me lembro.
O que farei amanhã, ainda não sei.
Vivo apenas o presente, sem nenhuma pretensão.
O sol diz-me o que fazer, acordo.
O sol ilumina este território, descubro-o.
O sol aquece-me, reencontro-me.
[08-01-2016]

O tema - Presente - noutras publicações:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/18-presente-1.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/19-presente-2.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/20-presente-3.html

domingo, 10 de abril de 2016

30º "Silêncio"(1)

Tenho vindo a publicar algumas fotografias da minha viagem à Mongólia, fica aqui um video de um dos primeiros mosteiros que visitei a caminho do deserto de Gobi.

O mosteiro Shankh localizado na área central do país foi fundado no século XVII e reconstruído nos anos 90 após a independência da Mongólia.
É difícil imaginar que este povo foi alguma vez "dependente" ou "controlado" por outro "estado", parecem levar a vida num despreendimento total, seguindo a vontade do vento, que se desloca livremente por este território sem barreiras [aparentes].



Na primeira parte apenas o som do vento que corre pelas estepes quase desertas da Mongólia e na segunda parte a música produzida pelos monges durante uma oração no mosteiro budista Shankh, na Mongólia.

Bam, Irão

Mais um domingo, mais uma Resolutione.
Afinal domingo é o primeiro dia da semana e o primeiro passo passa sempre por elaborar um plano para mais tarde o concretizar.

Bam, Irão.

Os primeiros vestígios de assentamentos humanos neste local datam de um período entre os séculos VI e IV antes de Cristo.
Bam tornou-se uma importante cidade entre os séculos VII e XI devido à sua localização nas rotas comerciais da Seda, sendo abastecida por canais de irrigação subterrâneos. [Adorava conhecer estes canais que permitiam a construção de aglomerados urbanos nos sítios mais desérticos, permitindo a expansão desta cultura.]

"Bam is located in an oasis area, the existence of which has been based on the use of underground water canals, qanāts, and has preserved evidence of the technological development in the building and maintenance of the qanāts over more than two millennia."
Impressionante o engenho tecnológico desta civilização tão menosprezada pelo Ocidente.



Um dos critérios para a classificação desta região pela UNESCO
"The cultural landscape of Bam is an outstanding representation of the interaction of man and nature in a desert environment, using the qanats. The system is based on a strict social system with precise tasks and responsibilities, which have been maintained in use until the present, but has now become vulnerable to irreversible change."
E assim se construiram vários oasis artificiais.


Mais um critério:
"The city of Bam represents an outstanding example of a fortified settlement and citadel in the Central Asian region, based on the use mud layer technique (chineh) combined with mud bricks (khesht)."











A terra manipulada pela habilidade, pela experiência e pelo conhecimento do Homem permitiu construir este assentamento humano.


Em 2003, a terra tremeu e as construções desmoronaram-se, tornando-se novamente em pó, em terra.
Encerrando um ciclo, que talvez não se repita.








Será que vale a pena reconstrui-lo para manter viva uma memoria de um tempo que já sucumbiu.























Imagina os tempos áureos desta cidadela...
Explicação deste tema - Resolutione:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2015/12/resolutione-16.html

79 razões para visitar o Irão [alguns já tive a sorte de visitar, talvez prepare algumas publicações, daqui a umas semanas]:
http://iranfr.com/79-raisons-pour-rendre-visite-en-iran/

Se quiseres ver mais algumas imagens:
http://iranfr.com/en-photo-arg-e-bam-grand-construit-en-adobe-du-monde/

Todas as imagens foram retiradas da Internet.

sábado, 9 de abril de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Adivinha - Palavras

Uma adivinha rápida para esta tarde:
Aqui fica mais uma palavra japonesa de origem inglesa...
タクシー lê-se takushi -
O que será?

Uma pista: É um meio de transporte, uma das palavras mais universais...

Para confirmares a tua resposta, envia um email para:
deambular.preambulo@gmail.com

Boa sorte e bom fim de semana!
Fonte da fotografia:
http://www.albany.edu/jmmh/vol3/harvan/interview/photopag/retro1i.htm
Retrospetiva George Harvan (1946-2000)
Legenda da fotografia: "Man hauling trash and old paper through Tokyo streets, 1946."

29º Despreendimento (3)

Espelho: "É a máquina de filmar mais antiga do mundo. A única diferença é que não guarda o que filma."
[O dicionário do menino Andersen]

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Adivinha 02-04-2016 - Ajuda

Visto que está a ser difícil resolver a adivinha de domingo:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/adivinha.html

Fica aqui mais uma fotografia daquele país.
Boa sorte!

28º Despreendimento (2)


"Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo."
Aberto Caeiro, Guardador de Rebanhos.
 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

27º Despreendimento (1)

Sentir a leveza do vento a acariciar suavemente este território sem fim...


(...)
"infiltra-se o vento
até na minha alma"

(...)
Matsuo Basho

terça-feira, 5 de abril de 2016

26º Dépaysé (6)

Num regresso à etimologia da palavra que vem acompanhando as últimas publicações.
dé - prefixo que indica uma ideia contrária à palavra a que se fixa.
Pays - País.

Dépaysé - o dicionário apresenta a seguinte tradução:
perdido; desenraizado; desorientado.

Já usei as expressões perdido e desorientado para descrever alguns momentos da minha viagem à Mongólia.
Desenraizado também descreve o modo de vida da população nómada que habita nas estepes da Mongólia.

Mas algumas palavras, com o mesmo prefixo, capazes de exprimir aquilo que vamos sentindo ou experienciando ao longo da viagem:
des + prender;
des + pretensão;
des + temor;
de + terminação;
des + montável;
des + medido;
des + amparo;
des + armar [sentido figurado];
des + [h]abitado;
etc.

Mais sobre o dépaysement;
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/25-depayse-5.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/24-depayse-4.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/23-depayse-3.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/22-depayse-2.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/21-depayse-1.html


segunda-feira, 4 de abril de 2016

25º Dépaysé (5)


[Horas Más*]

Escrever é compensador, libertador, seja com uma caneta ou um lápis, aquilo que permita acompanhar a fluidez do pensamento.
Podemos escrever numa folha solta sem destino e queimá-la de seguida
As palavras tornam-se cinzas, o pensamento recupera a sua frescura e a consciência a sua calma.
Ou podemos guardar a folha como um segredo que não conseguimos partilhar... E as palavras repousam adormecidas, até que a coragem as denuncie.

À noite as palavras surgem juntando-se, formando frases, formulando pensamentos, afugentando o sono aparentemente inevitável.
E as horas passam anunciadas pelos barulhos habituais de cada madrugada.
O que fazer, o que pensar...
Mais uma vez o nevoeiro veste a noite com uma cor que pertence a uma hora crepuscular, sem o ser.
O que virá?

Até que a caneta não se move...
Mas os pensamentos voltam e relembro um vasto território... que invadiu de novo o meu pensamento.
Fica para amanhã!

[29-12-2016]
 
 
 *O titulo desta publicação é também o título de um conto - La Mala Hora; Gabriel García Márquez. 
 

domingo, 3 de abril de 2016

Dia 28-02-2016 - Sri Lanka

Para acompanhar um video que publiquei no youtube, um pequeno texto que relata parte de um dia passado no Sri Lanka. Sobre esta viagem, voltarei a falar, talvez, daqui a uns meses.
[Lembrei-me que tinha prometido esta publicação ao organizar o ambiente de trabalho. Tarefa que ainda não foi concluída.]
28-02-2016 - Sri Lanka.
Acordei na encosta de uma montanha que se erguia sobre um estreito vale que a vista não alcança. Apenas ouvia o som da água a correr, talvez de um riacho ou de um rio e o som dos animais que despertavam com o nascer de mais um dia ensolarado.
Depois de um pequeno almoço tomado à pressa dirigi-me até à estação de Ella, onde apanhei um comboio até Haputale.
Passando por arrozais;
Por plantações de chá;

O som do comboio leva-nos para um tempo passado, viajamos pelas montanhas do Sri Lanka e ao mesmo tempo recordamos tempos passados. Lembro-me que adorava comboios e as viagens que é possível realizar pelas linhas portuguesas ainda me surpreendem.
O senhor a vender "peanuts".... e os caramelos da Régua?
As vozes dos turistas, dos habitantes locais, um monge budista que adormece embalado pelo balançar natural do comboio a vencer as linhas.
A natureza surpreende pela habilidade do Homem em a compreender.
[Ao longo da viagem ouvi várias receitas naturais ayurvédicas, algumas bem bizarras.
Um exemplo que não consigo deixar de partilhar - uma planta que é capaz de "unir/recuperar" um membro mutilado. Será verdade, será que foi alguma falha na comunicação... não sei... mas foi o que entendi. No Camboja apresentaram-me a semente de uma árvore que era capaz de curar a malária... Fico-me por estes dois exemplos.]

Chegada a Haputale;

Adorei a escrita cingalesa (Cingalês සිංහල) que dizem ser bastante próxima do sânscrito. Esta é a lingua falada pela maioria da população.

Perto de Haputale descobri estas cascatas depois de um longo percurso entre pequenas aldeias;




Um percurso que aconselho a realizares e sobre o qual voltarei a falar [para ficares convencido].

Djenne, Mali

Djenné, Mali.


As escavações arqueológicas feitas na área de Djenné no final do século XX revelam que a presença humana data do IIIº século antes de Cristo; sendo considerada uma das cidades mais antigas da África subsaariana.
A época dourada desta cultura remonta ao período entre os séculos XV e XVI, assim como Tombuctu que te apresentei na semana passada- http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/tombuctu-mali.html.

Mercado
Nesta vista aérea do google maps dá para perceber as estruturas temporárias que recebem o mercado que abastece a cidade. [Nas imagens do Bing apresentadas acima não aparecem]
Localizado em frente à mesquita principal, na rua principal que dividindo a meio o núcleo urbano.


A grande mesquita de Djenné.
Um dos critérios para a classificação deste território como património:
"The ancient fabric of Djenné is an outstanding example of an architectural group of buildings illustrating a significant historic period. Influenced by Moroccan architecture (1591), and later marked by the Toucouleur Empire in 1862, the architecture of Djenné is characterized by its verticality, its buttresses punctuating the facades of the two-storey houses whose entrances are always given special attention.  The reconstruction of the Mosque (1906-1907) resulted in the creation of a monument representing local religious architecture."


A grande mesquita de Djenné antes da sua reconstrução no início do século XX.



Algumas imagens antigas das ruas da cidade.

Artefactos [Factos de arte? que ajudam a contar a história de uma cultura. Analisa as personagens e imagina a vida que as inspirou.].


Lista de links:

Também em Mali:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/penhasco-de-bandiagara.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/03/tumulo-de-askia.html


Para explicar o nome desta temática:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2015/12/resolutione-16.html


Mais sobre a história:
http://lostislamichistory.com/a-gold-mine-in-the-desert-the-story-of-mali/

Neste link tens mais algumas imagens, supostamente sobre a última mesquita Sidi Yahia:
http://www.beautifulmosque.com/sidi-yahya-mosque-in-timbuktu-mali

UNESCO
http://whc.unesco.org/en/list/116

Todas as imagens foram retiradas da Internet.
 

sábado, 2 de abril de 2016

Logos - Bing

Enquanto fazia umas pesquisas pelo mapa do Bing, na área norte de Portugal, descubro um incêndio (será mesmo?) e lembrei-me que hoje em dia quando falo com estrangeiros, sobretudo europeus, um dos assuntos recorrentes que abordam são os incêndios em Portugal...

Adivinha

Será que ainda existe? [Esta é uma dica...]

Onde fica?

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Adivinha - Palavras

Os diferentes sabores de um conhecido chocolate,
Uma adivinha rápida para esta tarde:
Aqui fica mais uma palavra japonesa de origem inglesa...
デザート lê-se deza-to
O que será?
Uma pista:
Está relacionado com a alimentação e tenho a certeza que adoras...

Para confirmares a tua resposta, envia um email para:
deambular.preambulo@gmail.com

Boa sorte e bom fim de semana!

Mais uma:
Ambas as imagens foram retiradas da Internet.

24º Dépaysé (4)


[Quase nada]

[Qual é a definição de minimalismo?]
É preciso tão pouco para viver ... Há quem diga sobreviver...
Perspetivas.
Mas tudo é tão superficial...
Quem ambiciona um determinado bem material, nunca se sentirá verdadeiramente realizado, haverá sempre mais para desejar, no dia seguinte.
E assim vivemos insensatos, permanentemente insatisfeitos e consequentemente insatisfeitos.
Quando na realidade é preciso tão pouco...

[Será?]

Ao longo da viagem a visão sobre a vida, sobre o seu sentido altera-se.
Tudo se torna mais claro, num desapego emocional e material enriquecedor.

[08-01-2016]
 
Não sei se já o tinha referido, mas as datas no final de cada texto correspondem aos dias em que os escrevi. Porque preciso desta referência, para me lembrar de quem fui naquele dia.
 
Faço sempre duas viagens; a viagem propriamente dita e depois quando regresso através das notas que vou apontando e organizando. Para nunca me esquecer, para um dia reler e voltar a viajar.