quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Adivinha - Habitar (3/7)

"E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à moralização, à infância, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?"
Almeida Garrett.

Onde fica?

P.S. Se quiseres saber ou confirmar a resposta da adivinha não hesites em enviar um email para o seguinte endereço:  deambular.preambulo@gmail.com

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Adivinha (2/7)

Como sentir a vida suspensa por dois fios...

















Atravessando uma ponte suspensa sobre este rio, ou outros...
Onde fica?

P.S. Se quiseres saber ou confirmar a resposta da adivinha não hesites em enviar um email para o seguinte endereço:  deambular.preambulo@gmail.com

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Adivinha (1/7)



Por vezes a natureza engole civilizações inteiras que permaneceram no esquecimento durante vários anos, até que alguém as redescobre…
Ao visitarmos este local encarnamos o papel de um arqueólogo, a imaginação invade-nos o pensamento. Entre a floresta imensa vamos desvendando aquilo que os antepassados nos deixaram e assim se faz mais uma viagem ao passado repleto de mistérios.
Onde fica?

P.S. Se quiseres saber ou confirmar a resposta da adivinha não hesites em enviar um email para o seguinte endereço:  deambular.preambulo@gmail.com

domingo, 20 de dezembro de 2015

Taj Mahal


No século XVII, este complexo foi mandado construir pelo imperador Shah Jahan do império Mogol [ Mongol], descendente do  Gengis Khan, em memória da sua esposa favorita Mumtaz Mahal.
Num único lugar, memórias e reminiscências de dois países, ou diria antes, de duas culturas que adoro - a Índia e a Mongólia - tão distintos e tão próximos na manutenção da sua essência. Não podia deixar de referir também a cultura persa, que se revela presente em tantos pormenores. Fica assim a promessa de voltar a falar da Mongólia e da cultura Persa, presente no Uzbequistão e no Irão.


E porque não acordar antes do sol nascer, para ver o Taj Mahal iluminado pela luz crepuscular da manhã, tão suave, tão serena, que rapidamente se desvanece para se transformar numa claridade intensa.

Por vezes acontece o lugar ser construído para receber um determinado edifício… talvez aqui isso aconteça… E a simetria reina de forma quase obsessiva.

O edifício principal construído em mármore de um branco outrora plácido clama que o visitemos.

O mármore não é tão "branco" quanto se imaginara, notam-se as linhas que separam as diferentes placas. A sua tonalidade revela-se ligeiramente acinzentada, dizem que por causa da poluição, será?

E a história que envolve a sua construção, comovo-nos; apesar de que são histórias; e como todas as histórias  com o passar dos anos, dos séculos  foram sendo embelezadas, satisfazendo as nossas vontades, as nossas fantasias, os nossos sonhos.

[sem título]

"Escrevi o nome teu
Na branca areia do mar
Vieram as ondas brincando
Teu lindo nome beijar"

Datado de 10-09-1907, Florbela Espanca (tinha 12 anos)/ (p.34)

Dois gestos, ambos perecíveis pelo tempo, ainda que um seja mais imediato, traduzindo um mesmo sentimento. Muitas vezes as pessoas revelam-se nos pequenos gestos que surgem involuntários, quase desapercebidos, mas sempre sinceros.

A construção de um mausoléu ou de um memorial [que mais facilmente nos remete para a palavra memória] numa tentativa de prestar homenagem, de preservar memórias ou de redenção. E assim se vão construindo memórias, que recordaremos... Podemos não recordar os nomes, mas recordaremos os gestos e a essência que gerou essa memória.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Agra, Índia.


A cidade conhecida pelo Taj Mahal - Agra.
Agra foi tornada capital no século XVI.
O Forte de Agra como o conhecemos data do século XVI, mas neste mesmo local já existia um forte desde o século XI. Vários marajás viveram aqui, fazendo desta cidade uma capital, edificando histórias de conquistas, de derrotas, de contradições… Marajás presos nas prisões que eles mesmos construiram (ou mandaram construir), tantos conflitos fruto de tantas ambições desmedidas, perdições, devaneios e fantasias, porque por vezes o irreal sobrepõe-se à razão.

"Querer mais é perder isto, e ser infeliz."
Alberto Caeiro; Poemas (55)


Planta do Forte 1911 (cf. Handbook for travellers in India, Burma anda Ceylon; J. Murray)


Jahangir Palace
No interior do forte encontramos inúmeros palácios, jardins, praças, uma "cidade imperial" verdejante, protegida do calor árido pelas espessas paredes do forte vermelho.

Diwan I Am

Ao longe já se avista o Taj Mahal e em mim cresce a vontade de o visitar.
Surge numa paisagem de tons terrosos como uma pérola branca luminosa, ou como uma flor de lótus, tão valorizada por várias culturas asiáticas, pela simbologia que lhe atribuíram.


O Taj Mahal erigido junto ao rio Yamuda praticamente seco, distante da azáfama da cidade. A sua visita ficará para amanhã.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Cidade Fantasma

Fatehpur Sikri, uma cidade fantasma na região indiana Uttar Pradesh construída no século XVI. Algumas décadas mais tarde foi abandonada devido à escassez de água; mantendo-se até aos nossos dias como uma memória física, palpável de um planeamento urbanístico [social] que sucumbiu...

Depois de falar de algumas cidades cujos nomes terminam em «-pur» fui pesquisar se o uso deste "sufixo" não estaria associado ao significado da palavra cidade; parece que «-pur» deriva do sânscrito e significa realmente cidade.*

Quantas das nossas cidades não serão também fantasmas de uma passado próximo ou distante, que agora reconhecemos como presente.
Passamos a vida a planear o futuro, uns de uma forma mais obsessiva e uns de uma forma mais despreocupada, mas todos o planeamos, o pensamos o imaginamos, o fantasiamos. Até que o futuro se torna presente e os desenhos alteram-se e novas fantasias surgem em volta desses primeiros desenhos, que serão ou não construídos. Sem que desolação interfira, esquecendo-a se possível, varrendo-a dos nossos pensamentos ou transformando-a noutro sentimento com um novo desenho.
Porque o Futuro será sempre incerto e o Passado um fantasma constante.

Acabei de ler esta publicação num blogue sobre o património da humanidade; neste link encontras mais algumas fotografias desta cidade:
https://patrimoniodelahumanidadporanka.blogspot.pt/2016/05/fatehpur-sikri-india.html
*Sobre o sufixo "Ur":
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/04/logos-ur.html

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Jaipur, Índia

A capital do estado indiano Rajastão não poderia deixar de nos revelar mais alguns palácios... E quem viveria junto as estes palácios, quantas mãos foram necessárias para a construção destes sonhos que nos deslumbram.... E assim de repente lembrei-me do Memorial do Convento, de José Saramago, que noutro país, noutro continente retrata este aspeto [aspecto] da sociedade, de várias sociedades que já viveram e que nos contam histórias, várias, com um teor de fantasia quase impiedoso... E é também por isso que vamos sonhando... talvez por um mundo melhor... ou com estas fantasias que também merecem ser contadas e sonhadas.

"Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez."
Memorial do Convento; José Saramago.













Hawa Mahal-Palácio dos Ventos de finais do século XVIII, desse tempo apenas nos resta o seu alçado; fica-nos a liberdade de imaginar o seu interior, as paredes, os quartos, os pátios, etc. E o seu nome não é menos sugestivo para a nossa mente começar a derivar.
Esta é uma das imagens que se criam na nossa memória para a definição da cidade de Jaipur fundada no dia 18 Novembro 1727.
Durante os quatro anos que se seguiram, construiram edifícios públicos, abriram ruas e praças, com a escala e a organização que alguns arquitetos do modernismo (século XX) sonharam e desenharam. Deixo aqui um link com mais pormenores sobre a história da cidade e do seu fundador: http://jaipur.rajasthan.gov.in/content/raj/jaipur/en/about-jaipur/history.html
O arenito vermelho preenche também o meu imaginário sobre esta cidade e sobre a Índia, alguns com tons mais rosados ou alaranjados, sempre presentes nesta região.
As janelas parecem revestidas de véus esculpidos minuciosamente na pedra, que escondem a vida passada no interior destes palácios.

No século XIX, para a visita do século foi pintada com esta cor simbolizando as boas vindas para receber a corte inglesa, mantendo esta tonalidade até aos nossos dias, tornando-a na cidade cor de rosa. Já imaginaste ser recebido por uma cidade cor de rosa, por pessoas com trajes coloridos, por elefantes que substituem os "habituais" cavalos, numa amálgama de cores, de cheiros, de sons, que nos transmitem uma energia, uma vitalidade e uma riqueza se sensações que deixam os nossos recetores sensoriais inebriados. Se no século XXI somos impressionados que seria se visitássemos este lugar há dois séculos atrás.




Num dos inúmeros pátios do Palácio da Cidade do século XVIII, rodeado pelos edifícios pintados neste cor de rosa terrosa e de branco e a riqueza das salas no seu interior....
O Forte Amer (ou Amber) surge praticamente despercebido no topo da colina, fundindo-se com o território.
Este forte foi construído no século XVII junto à pequena cidade de Amer, localizada próxima a Jaipur. No seu interior, desvendamos jardins, que contrastam com a aridez exterior e palácios...sempre presentes. Amer era a antiga capital deste reino, posteriormente transferida para a "nova" Jaipur.

Alguns constroem palácios agarrados aos cumes dos montes, outros preferem rodear-se de água.

O Jal Mahal cujo nome significa palácio da água foi criado no século XVI no lago artificial Man Sagar.  Este palácio parece um barco que flutua à deriva num lago que surge neste território como uma miragem.

Nesta cidade existe também um observatório apelidado de Jantar Mantar, onde as famílias dos jovens noivos vão fazer as suas previsões.. Suposições à parte, este observatório foi criado no início do século XVIII pelo fundador da cidade. É de louvar o avanço cientifico que estas culturas possuíam neste período. Deixo mais um link sobre este sítio: http://www2.astronomicalheritage.net/index.php/show-entity?idunescowhc=1338
 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Udaipur, Índia.

Na fotografia acima uma parcela do Palácio da Cidade construído no século XVI, na margem do lago.
Udaipur é mais uma cidade que pertence à região de Rajastão. Região que nos conta vários momentos da história de diferentes impérios, que vamos conhecendo através da visita de palácios e fortalezas construídos para satisfazer as demandas de alguns, edificando algumas das suas fantasias.

A cidade surgiu no século XVI junto a um lago artificial do século XIV, chamado Pichola, no qual foram criadas duas ilhotas para a construção de mais dois palácios.
O lago foi inicialmente criado para irrigar e abastecer as aldeias vizinhas; até que um maharaja do reino de Mewer decidiu construir aqui a capital do seu reino. [A antiga capital era Chittorgarh - mais uma cidade para um dia visitar num regresso à Índia]
Imaginar os ingleses a "descobrirem" estes reinos no início do século XIX, que emoções sentiram, medo, curiosidade, fascínio, desprezo, deslumbramento, desinteresse...
Em frente ao Palácio da Cidade no meio do lago foi construído Palácio de Verão  no século XVIII.
Na altura da visita o lago estava praticamente seco, destruindo um pouco do encanto do lugar que fascinou o antigo reinado. Atualmente o palácio foi convertido num hotel. As memórias dos tempos de apogeu foram a pouco e pouco cedendo às tentações do turismo. Pelo menos vão mantendo os edifícios, restaurando-os, bem ou mal...
Interessante como nos séculos passados os povos indianos compreendiam a importância da criação de reservatórios de água, aprovisionando durante os meses da monção.
Estes reinos deixaram tantas memórias... e ensinamentos...
 
[Estes desalinhamentos cansam-me. Finalmente consegui configurar esta publicação!] 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Templo Jainista de Ranakpur.


Este templo foi construído por volta do século XV na pequena cidade de Ranakpur, na região do Rajastão.
O mais curioso, sem dúvida, a ideologia que sustenta a religião ou pensamento jainista. Num respeito exacerbado pela natureza; poder-se-ia considerar quase uma utopia se não fosse real, praticada.
O branco aparece na roupa de alguns dos seus praticantes mais devotos, como um simples tecido  sem nenhum ornamento, que os cobre; uma cor que dificilmente encontramos nos saris das mulheres indianas. [O branco é geralmente vestido pelas viúvas.]
Inevitavelmente,  os jainistas são vegetarianos, que comem apenas os vegetais/legumes que nascem acima da terra. Um facto curioso é o uso de tecido que tapa as suas bocas   de forma a não comerem nenhum inseto de forma acidental.
Esta é mais uma religião que merece alguma atenção teórica... 
--------------------------------------------------
[24-07-2016] Para acrescentar mais alguma informação, as fotografias sofreram também alguma edição para destacar as esculturas.
 
O Jainismo, enquanto doutrina que visa o respeito de todos os seres vivos, foi fundada no século VI antes de Cristo.
 
O exterior deste templo não contém praticamente nenhuma escultura, enquanto o seu interior é ricamente esculpido, de forma a transmitir a insignificância do exterior face à importância da vida interior.
A tendência que temos em pensar que inúmeros monumentos foram construídos devido à força e ao sacrifício de inúmeros escravos, nem sempre se protagoniza. Curiosamente, os escultores que trabalharam neste templo [e noutros templos jainistas] eram pagos em ouro, consoante o peso de mármore trabalho ao fim de cada dia.
O mármore usado na construção deste templo foi recolhido nas mesmas pedreiras - Makrana - usadas para a construção do icónico Taj Mahal.
Os painéis representam os movimentos das dançarinas.
Mais uma curiosidade para finalizar:
Os tectos do templo possuem frequentemente formas concêntricas simbolizando a sucessão de ciclos que caracterizam o Universo. Em alguns momentos é possível repara que o mármore é quase translucido devido à minucia do trabalho dos escultores.
Não dá vontade de regressar e de ficar algumas horas a contemplar o interior e de desvendar esta doutrina que persiste há séculos na história do povo indiano. [Aconselho a levarem binóculos...]

Mais sobre esta religião:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/07/srirangapattana-e-sravana-belgola.html

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Jodhpur, Índia

Jodhpur, a cidade azul! Assim conhecida devido à cor da maioria das casas da população.
Esta fotografia tirada do forte Mehrandarh permite perceber como é que algumas cidades indianas se organizam em áreas tão desérticas, como o Rajastão.
A grande praça da cidade surge também azul.... mais uma vez um tanque de água essencial para armazenar água e responder às necessidades locais. As casas encostam-se umas às outras criando ruas estreitas protegidas do sol tórrido que varre a planície. A cor azul torna-se refrescante, não absorvendo o calor. E as pessoas recolhem-se durante o meio dia solar, protegendo-se do sol... deixando a cidade quase deserta.
No topo da colina surge o forte Mehrandarh imponente sobre a cidade.
No seu interior esconde-se mais uma "cidade" de palácios, protegidos por uma fortaleza que se confunde com o monte no qual foi erigida; parece quase uma formação rochosa natural.



domingo, 13 de dezembro de 2015

Adivinha

"Eu sou
a menina
Gotinha de Água,
gotinha azul
do Mar
que foi
nuvem
no ar,
chuva
abençoada
fonte
a cantar,
ribeiro
a saltar,
rio
a correr,
e que volta
à sua casano Mar
onde vai
descansar,
dormir
e sonhar
antes que
de novo
torne a ser
nuvem no ar,
fonte
a brotar,
ribeiro
a saltar,
rio
a correr,
e Mar
um vez mais."
A menina Gotinha de Água; Papiniano Carlos (34).
Este pequeno excerto é a dica para a adivinha.
Boa sorte!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Adivinha - Escala (4)



"E todo o Egipto me esmaga de alto através  dos traços que faço com a pena..."
Chuva Oblíqua, Fernando Pessoa
(p.30 I Poesias)


Onde fica?


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Jaisalmer, Índia

Já te mostrei o despertar nesta cidade; as pessoas a dormirem enroladas nas suas mantas nos terraços das suas casas, aproveitando a frescura da noite. A cidade de Jaisalmer situa-se no deserto Thar, na região do Rajastão.
Em cima do monte, governa o forte de Jaisalmer desde o século XII até aos nossos dias, assistindo impassível às transformações da sociedade indiana. No seu interior escondem-se palácios e templos.

Assim começa mais um dia numa cidade que parece inalterada desde a idade média, pelas vivências que persistem nas ruas estreitas.
Fortalezas e palácios que evocam histórias de maharajas impiedosos e das suas  várias mulheres; reservatórios de água que se confundem com palácios... A exuberância que perdura nestas memórias edificadas.
[Numa pesquisa rápida descobri como se escreve maharaja em sânscrito : महाराज. Afinal o japonês e o mandarim não parecem tão difíceis.]
A entrada no lago Gadsisar, um reservatório de água criado no século XV para recolher as águas da monção e abastecer a população da cidade durante os restantes meses de seca.

O número de degraus fora da água denunciam a altura da visita; aquando da estação seca. Ainda assim, este lugar surge como uma miragem, numa região tão desértica.

Jardim Bada Bagh, do século XVI, onde as famílias da nobreza era cremadas. Uma espécie de mausoléu perdido no deserto indiano, que conta algumas histórias sórdidas de rituais fúnebres antigos.
Uma eólica aparece sorrateiramente fazendo-me regressar ao presente... Sem comentários...




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Bikaner, Índia

Bikaner, mais uma cidade da região indiana do Rajastão, também conhecida pelos palácios antigos   que constroem o imaginário de muitos viajantes. Deixo-te algumas imagens para que também faças um breve viagem ao passado, pelos pátios de um desses palácios.
 
 
 
 Algumas imagens de um antigo palácio convertido num hotel.

Um espaço imenso; imaginar o número de pessoas que aqui viveram, as suas histórias, os seus pensamentos, as suas emoções e pensamentos.
Um edifício cujo interior parece um labirinto sem fim, portas, corredores, portas e mais portas, quartos maravilhosos que encerram sonhos de quimeras longínquas.

No exterior terraços, pátios e jardins encerram esta fantasia construída.
Estes quartos adaptados às necessidades atuais têm algumas particularidades, como o número excessivo de interruptores que acendem os inúmeros pontos de luz, que os empregados fazem questão de ligar para nosso conforto. À noite nem sempre consegui dormir de luz apagada; é quase uma aventura descobri-los.
De manhã, os pavões eram os primeiros a despertar, anunciando histericamente o novo dia, substituindo os nossos galos.

E para finalizar uma "rotunda", elemento tão presente no nosso traçado viário, criado na primeira década do século XX pelo arquitecto e urbanista francês Eugène  Hénard para a cidade de Paris.