segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Logos - Arquivos

Que titulo sem graça, para mais um devaneio nocturno.

"Bedtime is daytime,
and we come into bloom
after midnight"
Lenore Kandel.

O blogue tem-se revelado uma boa ferramenta para organizar arquivos variados, que um dia poderei aceder em qualquer lugar para uma simples consulta ou para relembrar momentos passados.
As maravilhas da tecnologia... entre várias outras funcionalidades, ajudam a preservar espaço na nossa memória [interna].
Enquanto editava mais uma publicação tive a necessidade de fazer uma pesquisa para conseguir legendar uma fotografia tirada numa viagem feita há alguns anos (nunca é bom contar os anos que se passam)  e descobri que tinha visitado uma cidade, que achava que me era desconhecida... Enfim, descobri o seu nome e organizei as minhas memórias, quase como um arquivo. Com facilidade tudo se descobre numa simples pesquisa, li ou ouvi algures que só temos acesso a uma pequena percentagem de toda a informação que a internet alberga.
Assustador, não é verdade, porque tudo se sabe, numa constante vigia...

E assim vou organizando fotografias de viagens, memórias, pensamentos e citações.


 

domingo, 3 de janeiro de 2016

[Re]Construções - "com’era e dov’era"

Reabilitação
Restauro
Reconstrução
Requalificação
etc.

Depois de conhecer estas palavras, o seu significado e as teorias que as sustentaram, a minha forma de interpretar as ruinas (ou monumentos) que sobreviveram ao passar dos tempos, alterou-se completamente.
Um tema complexa que dá sempre origem a várias discussões.

Retomando o assunto desta manhã  apresento-te algumas imagens referentes ao campanário de São Marcos, em Veneza, Itália.

Século XII - Plantas, corte e alçado do campanário antes do seu desmoronamento.


O campanário construído no século IX sobre umas fundações romanas sucumbiu a vários abalos a partir do século XIV, a relâmpagos, incêndios; até que se desmoronou no dia 14 de Julho de 1902.






























A sua reconstrução inicia-se terminando dez anos mais tarde (1912).

E agora apresento-te o anfiteatro (arena) de Arles, no sul de França.
Esta arena construída durante o império romano, no I século antes de Cristo, testemunhou diferentes períodos da história, sofrendo alterações pela parte das gerações que se apropriaram das suas fundações e estruturas.
No final do século VI, durante a Idade Média, a arena foi reconvertida numa vila fortificada guardando no seu interior cerca de 200 habitações e duas capelas.

E atualmente, que desconsolo!
No início do século XIX começaram a demolir as habitações tentando restituir a arena romana.
Deixo aqui mais um link do site da Unesco:
 
Existem vários casos, mas hoje ficam assinalados apenas estes dois exemplos.
 
Todas as imagens foram retiradas da Internet.


Sol - 日よう日

Domingo dia do Sol (日)

Um pequeno preâmbulo para mais um devaneio.
Para esta semana decidi dedicar um sitio que tenha visitado durante a minha viagem ao Japão a um determinado dia da semana, adotando os nomes dos sete dias da semana em japonês, cada um com uma simbologia diferente. E assim começo este ano com um novo tema, relembrando mais uma viagem marcante, num país tão longínquo.

O caracter - 日 - simboliza o sol, ou dia, ou Domingo, associando a outros caracteres (kanji) ou hiraganas ou katakanas.

É interessante constatar que o caracter que simboliza o sol, significa também dia, porque o sol dá origem ao dia e significa domingo porque dá origem à semana. Será?

O Sol 日 também ajuda a formar a palavra Japão, juntamente com o caracter que simboliza a origem 本.
日本 - Nihon;

Tão diferente da nossa palavra, que talvez derive da palavra [pronuncia/leitura?] chinesa;
日本 - Rìběn (pronuncia-se dgjrepan, sons que não existem na nossa língua)


Para ambas as culturas Japão significa a origem do sol, ou como nós lhe chamamos a terra do sol nascente. Ao estudarmos estas línguas, aprendemos também um pouco sobre a sua cultura e os pensamentos que formam a sua realidade. 

Assim, neste domingo, o primeiro dia da semana, o dia do Sol, precedendo a segunda-feira apresento-te o pavilhão Dourado, de Quioto.

[Ainda te recordas do templo dourado de Amritsar, na Índia:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2015/11/almoco-comunitario.html
http://entrepreambulos.blogspot.com/2015/12/templo-dourado-amritsar.html ]

Este pavilhão Kinkaku-ji situa-se em Quioto, junto ao monte Kinugasa. O monte arborizado, sem o "toque" do Homem é o cenário ideal destes jardins imaginados e concebidos que parecem estender-se para lá dos limites.




O pavilhão das imagens é uma "réplica" construída em 1950, após a destruição (fogo posto) do original cuja sua construção datava de 1358-1408.
A propósito de "réplicas", sabias que o campanário na praça de São Marcos, em Veneza, foi também reconstruído no inicio do século XX em betão armado, após a queda do original!
Tantas mentiras que nos contam.... Logo à tarde desenvolverei mais este tópico.
 
 Podia ter deixado este lugar com este pavilhão dourado para sexta-feira pela alusão inevitável. Mas escolhi-o para hoje, porque num dia cinzento este pavilhão surge como um enorme sol acabado de nascer que ilumina um novo dia.

日よう日 - Lê-se nichiyoubi
(sendo que o "chi" fica "tchi"- nitchiyoobi e o "u" o prolongamento da vogal que sucede)



sábado, 2 de janeiro de 2016

Refúgio - Villa Malaparte

Também a propósito da publicação de ontem, surgiu em conversa este tema.[ http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/01/resolutione-56.html ]
 
O lugar -  Capri, Itália.

Diariamente a nossa existência é completada e preenchida pelas sensações transmitidas pelos elementos e fenómenos que fazem parte do mundo que nos rodeia; ao qual nós também pertencemos. Portanto, nós habitamos num lugar com características próprias e únicas que o distinguem, que o tornam singular. Assim sendo, o ambiente adquire uma identidade, uma essência que lhe confere a sua atmosfera.
A abordagem funcionalista é por vezes demasiado racional e abstracta, descuidando o carácter mais sensível do espaço que enriquece a experiência humana. O estudo da fenomenologia permite compreender e interpretar essa linguagem que pertence à identidade do lugar, contrariando em certa medida esse vazio presente na relação e no diálogo entre o objecto arquitectónico e o ambiente em que se insere.
Portanto procura-se criar espaços que estejam em uníssono com o meio natural em que é implantado, para tal é necessário analisar os factores que possam contribuir para a construção de uma ideia conceptual e posteriormente projectual. 

A compreensão do meio natural e do meio construído pelo homem é fundamentada e completada pela percepção que temos dos elementos verticais e horizontais, que correspondem respectivamente ao céu e à terra. Estes elementos poderão representar enquadramentos visuais ou conceptuais.

Estes conceitos, bem como a delimitação de interior, algo que conhecemos - que nos é familiar; e de exterior - enquanto desconhecido, têm implicações espaciais passíveis de serem entendidas pela dimensão existencial do lugar.
O interior resulta num espaço de protecção como o de uma concha que recebe e envolve na sua concavidade um pequeno grão, permitindo a sua autoconstrução, e a libertação do seu “eu”; o que irá prevalecer numa sólida pérola. O exterior alberga a imensidão de componentes e de movimentos cíclicos que o transformam e o personalizam.
Perante a perspectiva de Heidegger, o interior e o exterior estão separados por limites que podem ser diluídos pela abertura de uma janela ou de uma porta confinando estes dois ambientes com propriedades diferentes num único, rico em sensações – habitar numa casa significa, então, habitar no mundo.

A definição dos conceitos que implicam o habitar e o mundo não se restringem apenas aos aspectos formais normalmente abordados, mas sim, procuram esclarecer com profundidade os conteúdos e as temáticas de maneira a captar o espírito, a essência.
Relativamente à sua configuração, o lugar, ou espaço nasce de um centro que se expande gradualmente no território, adaptando-se, modelando-se, tal como as paisagens que por mais distintas que sejam encontram-se, diluindo assim a ideia de fronteira, de separação, e salientando a noção de continuidade, de unidade.
O espaço construído confina-se pela parede, o tecto e o chão; estes elementos possibilitam igualmente uma organização, dando origem a microcosmos, a uma multiplicidade de organismos e de recantos com diferentes atributos topológicos que intensificam a experiencia do habitar.
Para materializar estes conceitos, o homem procura na natureza indícios que o encaminhem, na medida em que o orientem a articular da melhor maneira os espaços construídos com o meio envolvente. Ou seja, a própria morfologia, as condições climatéricas e as atmosferas do lugar parecem ensinar ao homem como idealizar e como construir as suas concepções.

O objecto arquitectónico irá estabelecer um contacto, uma linguagem com o local de implantação, mas também é criada um “novo todo”, uma nova paisagem com outros atributos, que a poderão enriquecer e enaltecer a sua identidade.

Em suma, a simbologia, a essência, o genius loci do lugar advêm de uma interpretação pessoal das atmosferas, das sensações, que sentimos e interpretamos, e que contribuem para complexidade da nossa experiência espacial.

O construir deve assim implicar o cuidar, o preservar, o gerir os recursos naturais; ou seja o respeito do meio ambiente é necessário para que a relação entre o lugar e a implantação seja harmoniosa. Essa relação tem na sua base princípios ligados, num primeiro ponto ao reconhecimento e num segundo ponto, à compreensão da identidade do organismo.
As nossas vivências diárias são intensificadas no momento em que habitamos um espaço que reúna e possua a concretização ou a materialização destes princípios.
 
O arquitecto Adalberto Libera pensou para este pedido uma casa, que tivesse presente a pureza e a simplicidade das casas mediterrânicas; assim a forma obtida baseia-se num paralelepípedo comprido e estreito, que resulta num elemento baixo, continuo, rectilíneo. O edifício repousa sobre a escarpa rochosa de cores neutras, mas com formas belicosas. Essas formas morfológicas erguem-se do mar calmo do mediterrâneo.
Apenas é possível aceder à habitação pelo mar, subindo depois umas escadas que envolvem a falésia, ou a pé. Esta situação geográfica, de clausura, faz em certa medida alusão aos antigos mosteiros situados por exemplo em Meteora, na Grécia.
Este refúgio promove o afastamento da agitada cidade e das suas condicionantes que encerra.
O telhado, ou cobertura é composto por uma grande escada, com uma forma aparentemente trapezoidal, que dá acesso ao terraço que encima a construção, com uma ampla vista sobre toda a paisagem. Esta escadaria poderá constituir uma analogia com os antigos teatros gregos, que encontravam na natureza o melhor lugar para construir, adaptando as suas ideias conceptuais à topografia e ao envolvente. Face a esta escadaria desenvolve-se toda a complexidade de elementos naturais; é estabelecida desta maneira um interessante jogo de relações entre a construção e o seu espaço de implantação.

Uma outra forma de visitar esta casa (ou villa) é vendo um filme dos anos 60 chamado  Le Mépris, de Jean-Luc Godard. Deixo aqui um link - https://www.youtube.com/watch?v=Dqwv9XkHOpk
Todas as imagens foram retiradas da internet.
Não repares nos alinhamentos e na configuração do texto... nem sempre colaboram.


Resolutione (6/6)

6- Meroé, Sudão

Para esta última semana do ano segundo o calendário gregoriano (se bem que já estamos no ano novo, mas vamos supor que é a última semana), apresento-te mais um destino que gostaria de visitar um dia, um mês, um ano, nunca se sabe a duração.
No deserto que nunca é o mesmo surgem estas pirâmides com umas proporções, que as tornam únicas.
Meroé foi a antiga capital do reino Cuche que se instalou neste território junto ao rio Nilo, que atingiu o apogeu entre o século VIII a.C. e o século IV d.C.
A construção destas pirâmides ocorreu num período posterior à da construção das conhecidas pirâmides de Gizé.

Nesta necrópole existem mais duzentas pirâmides divididas em três grupos, em áreas distintas.


















































Todas as imagens foram retiradas da internet.
 Mais uma vez aconselho o site da Unesco, onde podem ver mais algumas imagens ou obter informações mais detalhadas:
http://whc.unesco.org/en/list/1336/
Gostei deste tema, por isso que vou mantê-lo uma vez por semana, intercalando com o dia da adivinha (todas fáceis). Tantos sítios que ainda gostaria de visitar.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Resolutione (5/6)

5- Índia

Para hoje apenas uma imagem. Procurei ser contido, porque este lugar merece [destaque].

O mosteiro Namgyal Tsemo situado em Leh Ladakh, na Índia.

Podia ser no Nepal ou no Tibete [China]... mas fica na Índia. País de que te tenho falado nos últimos tempos. Como podes ver existem várias facetas que podem ser retratados, ao qual regressarei.

As fronteiras que limitam os países, separam culturas, etnias supostamente distintas, que procuram salvaguardar a sua independência e soberania.

Num território tão inóspito refugiou-se mais uma cultura com uma ideologia [religião] tão própria, que traduz uma filosofia de vida que alguns ocidentais procuram para colmatar as suas inquietudes existenciais.
O território promove o isolamento. As montanhas que formam os himalaias esmagam-nos com a sua grandeza, a altitude sufoca-nos, a aridez revela a rudeza da vida, no entanto a sua beleza é arrebatadora. Os edifícios que compõem o mosteiro diluem-se no cume do monte, aguardando a passagem dos dias, dos meses, das estações.
Imagina o rigor do inverno e o isolamento nessa estação.
"...na profundidade de uma noite de inverno, quando uma selvagem, estrepitosa e raivosa tempestade de neve envolve a cabana, escurecendo e encobrindo tudo: este tempo é perfeito para a filosofia."
Heidegger (51)
Este povo procurou e encontrou neste lugar um retiro introspetivo, afastado das outras civilizações.


Imagem retirada da internet.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

正月 - Ano Novo

O último dia do ano do calendário gregoriano... Criamos os números, desvendamos fenómenos e fantasiamos sempre com significados ocultos e coincidências que nos fazem almejar numa esperança que se materializará num novo dia, mês, ano; assim o desejamos.
Neste último dia do ano anuncio o que te irei mostrar no próximo ano. A partir de Domingo inicio uma série de publicações sobre o Japão, organizando os temas alusivos a alguns dos primeiros oitenta kanjis (字じ) que as crianças japonesas aprendem.

A palavra ano novo é curiosamente formada pelo caracter 正 justiça (ou correto) e 月 mês.
Qual será o significado presente na origem desta palavra?
Desconheço.
Talvez esteja subjacente a vontade de um ano mais correto, mais justo. Sem grandes devaneios este povo exprime um pensamento concreto.

Para ilustrar esta mensagem escolho uma imagem do famoso pórtico de Miyajima, por tudo aquilo que este elemento simboliza.
Num dia de nevoeiro, de incerteza, flutuando no mar surge este pórtico escarlate contrastando com a sua vivacidade, convidando-nos a entrar.
E assim dirigimo-nos para um futuro incerto, escondido pelo nevoeiro, que desconhecemos...
Mas caminhamos, navegamos, corremos, sempre na sua direção...

E o ciclo continua ininterruptamente, independente dos dias que definimos, que alguém definiu por nós, num tempo passado.

正月 - lê-se Shōgatsu
字じ - lê-se kanjis (caracter)

P.S. Falo um pouco mais sobre este lugar na seguinte publicação:
http://entrepreambulos.blogspot.com/2016/02/santuario-itsukushima.html

Resolutione (4/6)

4- Iémen

E assim para esta semana, escolho mais um destino [aparentemente] improvável, impossível de visitar. Já há alguns anos que penso neste país, nas suas cidades, nas suas mesquitas e neste território.
Quem sabe um dia possa visitar estes lugares, porque nada é estanque. Tudo se altera independente de sentido, num constante movimento, civilizações derrotadas pelo tempo, civilizações renascidas.

Saana


A Mesquita Al Saleh, na capital Saana, segundo o site da Unesco foi a primeira mesquita  construída fora de Meca e da Medina no sexto ano da Hégira. Apesar de já ter  sofrido  várias alterações ao longo dos anos da sua existência, pelas diferentes gerações que a frequentaram e estimaram.






 A capital Saana situada num vale a 2200 metros de altitude com "arranha-céus" do século XI.
Esta cidade é habitada há mais de 2500 anos, tornando-se numa  importante cidade nas rotas comerciais  no primeiro século depois de Cristo.
Visitar esta cidade permitir-me-ia conhecer um pouco mais do urbanismo e da arquitetura da cultura islâmica desenvolvida nos primeiros séculos da "nossa era". 
O homem transformou a terra em tijolos e construiu edifícios e cidades que parecem saídas de uma fantasia. [No Nepal também existem umas cidades/vilas que parecem irreais, mais tarde mostrar-te-ei.]
Quero tanto visitar este lugar!
Quantos dos nossos sonhos  [planos] não passam de fantasias! Mas há que ter esperança, porque o desconhecido pode-se revelar naquilo que ansiávamos esperançosamente. Porque amanhã talvez possa ser possível!

Hadramawt

Mais algumas imagens de uma região do Iémen chamada Hadramawt.

Zabid


A cidade Zabid, também considerada património da humanidade, foi em tempos uma capital deste reino fascinante.
O site da Unesco é uma fonte de inspiração para escolher um destino de férias "inusitado" e maravilhoso. Se tiveres curiosidade no link consegues ver mais algumas imagens da cidade de Zabid.
http://whc.unesco.org/en/list/611/gallery/

Manakha




Manakha é uma localidade no centro do Iémen, com as habitações da sua aldeia empoleiradas no topo de maciços rochosos, imponentes sobre as planícies e encostas arduamente preparadas para receber as empreitadas agrícolas, satisfazendo as necessidades da população.
Transformações no território, podia ser em Portugal... ou no Perú... mas fica em Manakha, no Iémen.
https://salmoninyemen.wordpress.com/2009/12/08/rocks-ruins-and-rain/

Termino com uma citação de Alberto Caeiro (55)
"Todo o mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal"

E mais uma imagem sem referência.


Todas as imagens foram retiradas da internet.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resolutione (3/6)

3 - Ilhas Feroe

Numa comunhão com a natureza, sempre imaginei as ilhas como montanhas que o mar não conseguiu [ainda] cobrir.
Estas ilhas revelam transformações geológicas que levaram um tempo que a existência do ser humano não consegue compreender (acompanhar). Sente-se a força do vento, da água,, agindo por meio do mar, da chuva, etc.
Algumas placas parece que se ergueram dos oceanos criando estas ilhas. E a terra desvenda as diferentes camadas que a compõem.
Uma aula de geologia a "céu aberto", para refletir ou para apenas observar, ver, olhar.

" Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma,
Com filosofia não há árvores; há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
Alberto Caeiro; Poemas. (73)

Deixo-te algumas imagens para sonhares...
[Uma forma diferente de abrir janelas]











Todas as imagens foram retiradas da internet.